Camilo Santana sugere que PT abra mão de candidatura própria em Minas
Ex-ministro lembra desgaste do governo de Fernando Pimentel no estado
O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e membro da campanha do presidente Lula, defendeu que o PT apoie um candidato de um partido aliado na disputa pelo governo de Minas Gerais nas próximas eleições.
Segundo o parlamentar, o partido ainda enfrenta elevada rejeição no estado em razão da gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT).
“Esse é um dos motivos pelo quais eu defendo que não seja um nome do PT, por conta do resultado do governo do (Fernando) Pimentel (o petista governou Minas entre 2015 e 2018). Mesmo levando em conta todas suas justificativas da época, as dívidas com a União, a avaliação do PT por lá foi muito ruim. Não é risco de fiasco, mas a melhor estratégia para Minas é ter um candidato que não seja do partido, que seja do arco de alianças. Claro que vamos ter que ver a disponibilidade e a disposição desses”, disse ao Globo.
Camilo também comentou a decisão da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), de rejeitar a possibilidade de disputar o governo estadual para concorrer ao Senado. Para o senador, há momentos em que lideranças precisam assumir determinadas missões políticas.
“O próprio Haddad, que não queria ser candidato em São Paulo e é um nome importante, com viabilidade. O resultado só temos quando termina o jogo. O nome mais competitivo hoje do PT seria Marília e ela tem resistido, colocado o nome dela para o Senado”, afirmou.
“Página virada”
Marília descartou concorrer ao governo de Minas Gerais após ser pressionada pelo PT a lançar sua candidatura.
Segundo Marília, o assunto é “página virada”.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, ela criticou o tempo dado pelo presidente Lula para que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) decidisse se concorreria ao comando do Executivo ou não.
“Eu não sei o porquê se deu esse tempo todo, não sei quais eram as razões de ter de ter tido essa expectativa e esse tempo de espera”, afirmou.
“Eu disse que não estaria [disponível], que a minha estratégia política é outra, era não ter candidatura própria, continuando, inclusive a estratégia anterior [com Pacheco], que é ter uma candidatura de centro. E aí, ao PT coube estabelecer os contatos para definição ou redefinição da estratégia eleitoral: ou para lançar a candidatura própria ou para compor com o PSD, com o MDB”, disse.
Marília disse que comunicou ao partido que não pretendia concorrer e defendeu a estratégia da sigla de apoiar um nome de centro.
Com a desistência de Pacheco, os deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) passaram a ser apontados como os principais nomes do partido para a disputa.
Segundo O Globo, Lula e integrantes da pré-campanha se reuniram na terça, 7, para definir o nome.
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