Caiado vê situação de Flávio como “delicada” e questiona viabilidade eleitoral
Ex-governador diz que episódio com Daniel Vorcaro atinge credibilidade do senador e abre debate sobre nome da direita contra Lula em 2026
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato ao Palácio do Planalto, avaliou nesta sexta-feira, 22, que o senador e também pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) atravessa uma situação “extremamente delicada” após a repercussão de conversas atribuídas a ele com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Em entrevista à TMC 360, Caiado afirmou que o episódio afeta diretamente a imagem do senador e reabre discussões dentro da direita sobre quem teria condições de disputar a Presidência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
Segundo ele, a disputa presidencial exige mais do que capital político. “Hoje, não basta presunção de inocência para ser candidato à Presidência”, disse, ao defender que o eleitor deve cobrar “autoridade moral” dos postulantes ao cargo.
Caiado relatou ainda que havia uma expectativa de unidade no campo da direita em torno do nome que chegasse ao segundo turno. Esse cenário, no entanto, passou a ser reavaliado após a repercussão do caso envolvendo o senador.
O goiano disse que a escolha do candidato precisa ser “repensada com profundidade” e levantou dúvidas sobre o desempenho eleitoral de Flávio.
“Estamos falando do melhor nome da centro-direita ou de uma candidatura que, na prática, acaba servindo ao desenho que o PT gostaria de enfrentar no segundo turno?”, afirmou.
Apesar das críticas, Caiado reconheceu a influência política do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que a base bolsonarista ainda sustenta competitividade ao senador. Mesmo assim, afirmou que Flávio perdeu força nas pesquisas e não conseguiu dar respostas satisfatórias às pressões do caso.
O pré-candidato também disse que sua própria candidatura tem como objetivo reduzir a polarização entre PT e bolsonarismo, que, na visão dele, domina o debate político e limita a discussão de temas como economia e segurança pública.
Antes da controvérsia, afirmou, avaliava que qualquer nome competitivo da direita teria condições de vencer Lula em um eventual segundo turno. Agora, passou a considerar que o cenário pode ser mais favorável ao próprio petista dependendo do adversário.
“Pode acabar sendo exatamente o tipo de candidato que o PT preferiria enfrentar no segundo turno”, disse.
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