Caiado rebate Kassab e promete estar no segundo turno
Pré-candidato do PSD minimiza projeção sobre percentual de votos e reitera discurso contra a polarização em evento em São Paulo
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, respondeu nesta terça-feira, 7, à declaração do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que havia descrito 15% dos votos como resultado “ótimo” para a candidatura presidencial do partido.
Caiado afirmou que esse número “é uma arrancada, é um começo de discussão”, durante o 68º Congresso Estadual de Municípios, promovido pela Associação Paulista de Municípios no Anhembi, na zona norte de São Paulo.
Divergência sobre expectativas eleitorais
Kassab havia feito a declaração horas antes, em painel do 12º Fórum Anual de Investimentos do banco Bradesco BBI: “São 15% com os quais nós vamos chamar alguém e dizer: ‘vamos apoiá-lo porque queremos isso e aquilo’”, disse Kassab.
Caiado e Kassab chegaram juntos ao evento do Anhembi e almoçaram antes da programação oficial. Após discursar por cerca de 40 minutos no painel principal, o pré-candidato circulou pelos estandes da feira e depois conversou com jornalistas.
Ao comentar as projeções do presidente do partido, Caiado foi além e declarou que pretende ir ao segundo turno e vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Se amanhã vai ser 15%, 20%, 25%, 30%, eu só tenho uma certeza: eu vou para o segundo turno e vou ganhar do Lula e vou governar o Brasil”, afirmou.
Posição contra a polarização e contra Flávio Bolsonaro
O ex-governador voltou a se apresentar como alternativa à disputa polarizada entre Lula e o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Ele questionou a persistência desse quadro político e se colocou como alguém de fora desse eixo: “Você acha que o Brasil quer mais isso? Três anos discutindo o 8 de janeiro, se aconteceu, não aconteceu, teve golpe, não teve golpe”, disse, defendendo um debate centrado em políticas públicas nas áreas de ciência, educação, saúde e infraestrutura.
Caiado também se definiu pelo contraste com seus adversários: “Eu não sou um candidato de xingar, não sou um candidato de likes, eu não sou um candidato de polarização, eu sou um candidato de entrega”, declarou.
Questionado sobre as diferenças em relação a Flávio Bolsonaro, o pré-candidato recorreu à sua trajetória como médico para estabelecer a comparação: “Você botaria seu filho para ser operado por alguém que começou o primeiro ano de faculdade ou por quem já tem experiência de vários anos de cirurgia?”, perguntou.
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Comentários (1)
Fabio
07.04.2026 19:09Essa fraude nem vai ser candidato