Caiado promete assinar anistia “no primeiro dia”
Governador de Goiás e pré-candidato à Presidência disse acreditar na Justiça e não concorda que os fatos ocorridos no 8 de janeiro tenham sido uma tentativa de golpe de Estado
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse nesta quinta-feira, 11, confiar na Justiça, e prometeu conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros condenados pelos eventos de 8 de janeiro, caso seja eleito.
Em Nota, declarou lamentar “profundamente a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Digo “mais uma vez” porque essa condenação já havia sido, de certa forma, antecipada: primeiro, quando lhe foi negado o direito de se defender publicamente; depois, quando até o seu direito de ir e vir foi restringido. Entendo que o julgamento deveria ter ocorrido no Pleno do Supremo, onde a totalidade da Corte poderia se manifestar e as diferentes interpretações sobre o caso seriam devidamente debatidas – e não apenas em uma turma com cinco ministros”.
O governador prometeu que, se eleito ao Planalto, em 2026, assumirá a “defesa da anistia a todos os condenados em razão dos acontecimentos de 8 de janeiro. Por uma questão de pacificação nacional. A decisão do Supremo não encerra esse debate, tampouco a polarização extrema que divide o país. Fui o primeiro a me posicionar e reitero: se tiver a oportunidade de chegar à Presidência da República, assinarei a anistia assim que tomar posse. Somente dessa forma poderemos alcançar a paz necessária para construir um governo de conciliação, com foco no futuro, dedicado a enfrentar os problemas reais dos brasileiros e a promover o verdadeiro progresso para nossa gente”.
Críticas de Caiado ao STF
A Primeira Turma do STF considerou o ex-presidente culpado por tentativa de golpe de Estado e mais quatro delitos, sob a acusação de orquestrar uma trama para permanecer no comando do país. Esta é a primeira vez na história nacional que um ex-presidente recebe uma punição judicial desta natureza.
Questionado, Caiado evitou se aprofundar no mérito da decisão do STF, mas ponderou que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário completo da Corte, e não em uma de suas turmas.
Para Caiado, os fatos ocorridos em 8 de janeiro não configuram uma tentativa de golpe de Estado. Ele defende que não havia estrutura nem pessoas armadas para concretizar a tomada de poder: “Lógico que confio na Justiça. Eu sou um homem que prezo pela discussão dentro do poder judiciário. Na democracia, você não pode excluir nenhum poder. Se você exclui um poder, não é democracia, é ditadura”.
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