Caiado pede explicações a Flávio, mas diz não ser “oportunista”
Ex-governador defendeu "unidade" da centro-direita para derrotar o presidente Lula e o PT
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta quarta, 13, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preste esclarecimentos sobre os áudios enviados ao banqueiro Daniel Vorcaro, mas afirmou que a centro-direita deve manter a “unidade” para derrotar o presidente Lula (PT) nas eleições.
Em vídeo divulgado nas redes, Caiado também disse que não é um “homem oportunista”.
“Acabei de publicar uma nota dizendo que o pré-candidato Flávio Bolsonaro precisa sim de se explicar diante de todas essas gravações que foram publicadas. Mas eu quero aqui fazer uma reflexão a todos que estão me ouvindo. Eu sou um homem que tem uma trajetória de 40 anos de vida pública. Nunca sobre mim pairou qualquer dúvida do ponto de vista moral, mas não sou um homem oportunista.
E veja bem, o que nós precisamos, mais do que nunca é fazer com que a centro-direita brasileira não se divida, não rompa essa unidade para que possamos, aí sim aquilo que é o fundamental, derrotar o PT e o Lula nas urnas no segundo turno. Este é o compromisso que nós temos. Falhas de ordem pessoal devam ser tratadas por cada um que venham amanha a ser denunciado. Mas o objetivo principal é não mudar o foco. O foco é derrotar o Lula. E sem dúvida nenhuma é isso que a maioria da população brasileira espera de um pré-candidato à presidência da República.”
O áudio
O site The Intercept Brasil divulgou um áudio em que Flávio cobra Vorcaro por por pagamentos destinados à produção do longa. que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No áudio, Flávio expressa receio de que a produção acabasse dando “calote” no ator Jim Caviezel, protagonista do filme, além do diretor Cyrus Nowrasteh e demais profissionais estrangeiros contratados.
Eis a íntegra da transcrição do áudio, gravado e enviado por Flávio em 8 de setembro de 2025.
“Irmão, preferi mandar um áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente tá passando por um dos momentos mais difíceis das nossas vidas, né? Não sei como vai ser tudo daqui para frente, como tudo vai acabar, mas tá na mão de Deus aí. Você eu sei que tá passando por um momento dificílimo aí também. Essa confusão toda, né. Você sem saber como vai caminhar isso tudo…
E, apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né. Imagina a gente dando calote num Jim Cavieziel [ator principal], num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme]… os caras renomadíssimos no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir nesse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.
Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel… Porque a gente precisa saber o que que faz da vida, cara, porque já tem muita conta para pagar esse mês, e o mês seguinte também. E agora que é reta final a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque se não a gente perde tudo, cara. Todo o contrato. Perde ator, diretor, perde equipe, perde tudo. Se puder me dar um toque aí, irmão, abração.. fica com Deus.”
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