Caiado mira Flávio e diz que Lula torce por ele no segundo turno
Pré-candidato ao Planalto indicou que eventual disputa entre o senador e o presidente favoreceria o petista e reforça seu discurso como alternativa da direita para 2026
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), sinalizou nesta sexta-feira, 3, que, caso Flávio Bolsonaro (PL) vá para uma eventual disputa no segundo turno, será “tudo o que o presidente Lula (PT) quer”. A declaração foi interpretada por internautas como uma indireta ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em meio ao desgaste enfrentado por ele com parte do eleitorado conservador, especialmente após atritos envolvendo lideranças femininas da direita, entre elas Michelle Bolsonaro.
O vídeo começa com Caiado recebendo a bênção da ex-primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, que também o beija antes do pronunciamento. Em seguida, o ex-governador afirma que pretende levar para o Brasil o modelo de gestão adotado em Goiás, baseado, segundo ele, em austeridade fiscal, respeito ao dinheiro público e combate a escândalos.
“Se governa com austeridade, com amor ao próximo e com respeito ao dinheiro público. Aí não tem espaço para escândalo de Banco Master e INSS”, declarou, em referência a dois temas que têm sido explorados pela oposição ao governo federal.
Na sequência, Caiado direcionou o recado ao cenário eleitoral de 2026. “Se o Flávio chegar no segundo turno, nós sabemos que realmente é tudo o que o Lula quer e governar o Brasil por mais quatro anos”, afirmou.
A declaração também dialoga com o momento de tensão vivido por Flávio Bolsonaro dentro do campo conservador. Nas últimas semanas, o senador passou a enfrentar críticas e desgaste após divergências públicas com lideranças femininas da direita, entre elas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, episódio que abriu espaço para movimentações de outros presidenciáveis.
Ao defender sua candidatura, Caiado afirmou que, se chegar ao segundo turno, conseguirá “aglutinar todas as forças do país” para derrotar Lula e oferecer “uma outra alternativa” aos brasileiros e também reforça que ele agora se mantém fora do apoio ao núcleo bolsonarista, defendido por ele em outras ocasiões antes do escândalo envolvendo a família do ex-presidente.
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