“Caiado é um conservador legítimo”, diz Otoni de Paula
Deputado se filiou ao PSD na tentativa de aproximar o ex-governador de Goiás ao eleitorado evangélico
O deputado federal Otoni de Paula trocou o MDB pelo PSD com a missão de ajudar o ex-governador Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República, a conversar com a comunidade evangélica.
Foi Otoni o responsável por aproximar o presidente Lula (PT) dos evangélicos. Para o parlamentar, Caiado é um “conservador legítimo”.
“O Caiado não é um personagem, ele não esta vestido nem de esquerda, nem de direita conservador. Diferentemente do próprio ex-presidente Bolsonaro, o Caiado é um conservador legítimo”.
“Houve o uso da palavra de Deus para demonizar o outro lado e se divinizar. Eu acho que devemos ter esse debate entre os evangélicos, mas sem usurpar a fé”, acrescentou.
Anistia
Caiado foi confirmado nesta segunda, 30, como pré-candidato do PSD ao Planalto.
Como forma de enfrentar a polarização, o ex-governador prometeu que, em um eventual governo, seu primeiro ato seria conceder uma anistia “geral e irrestrita”.
“Essas pessoas querem um outro país. Tão vendo que isso tá atrasando o país. Esses dois polos continuarão e vocês poderão não convencê-los. Mas você tem uma ampla maioria (…) Se nós ganhamos do PT em 2018, não poderíamos ter perdido em 2022. Esse é o ponto que quero que vocês reflitam. Ganhei no primeiro turno de 2018 e 2022. O PT não é opção em Goiás. Ganhar do Lula vai ser fácil no segundo turno, mas vai governar? Vai construir o Brasil onde o PT não vai ser opção no pais.”
“A polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada? Sim, pode. Por alguém que não é parte dela. Ou seja, [parte] da polarização. E é o que pretendo fazer, chegando à Presidência. Meu primeiro ato vai ser exatamente: anistia ampla, geral e irrestrita”, disse Caiado.
“[Estarei] replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria a todos aqueles que rebelaram com uma verdadeira tentativa de golpe, pela Aeronáutica, quando ele disse: ‘Me deixem trabalhar e vamos realmente pacificar o Brasil’. Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil. Ao anistiar outros, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma amostra de que a partir dali eu vou cuidar das pessoas. É aquilo que, como médico e cirurgião, é minha formação e sempre soube fazer. Faço e continuo fazendo na política. Ou seja, apenas o paciente mudou. A prática é a mesma.”
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