Caiado defende “liturgia do cargo” e ataca gestão Lula
Pré-candidato do PSD critica atitude de Milei, mas também a forma como governo brasileiro lidou com episódio
O pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta terça-feira, 28, em sabatina promovida pelo Correio Braziliense, que o governo brasileiro perdeu compostura ao reagir a declarações do presidente argentino Javier Milei.
Para o ex-governador de Goiás, a Presidência exige postura mais serena diante de episódios de atrito diplomático.
Crítica à condução do episódio
Segundo o Correio Braziliense, Caiado classificou como “escândalo” a fala de Milei na convenção do PL, ocorrida no sábado, quando o argentino chamou Lula de “ladrão”.
O pré-candidato, no entanto, também reprovou a resposta do Palácio do Planalto ao caso, citando declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que teria chamado Milei de “palhaço”.
Ao comentar o tema, Caiado defendeu maior sobriedade institucional:
“Não se governa na esculhambação. A Presidência da República é um cargo que tem a importância de representar 215 milhões de brasileiros. Você não pode tratar deste assunto ridicularizando conversas, baixando o patamar da discussão”.
O candidato completou, referindo-se à sequência de trocas públicas entre autoridades dos dois países: “O outro vem aqui e faz escândalo e de repente se acha no direito de xingar o presidente, xingar ministro, o outro acha no direito de vir aqui saber como é que vai auditar. Calma lá”.
Diplomacia brasileira em debate
Caiado também abordou o papel do Itamaraty durante governos petistas, afirmando que a pasta teria perdido autonomia e se tornado instrumento partidário. Ele lembrou que a diplomacia brasileira já foi reconhecida internacionalmente como referência entre órgãos globais, condição que, na avaliação do pré-candidato, teria se enfraquecido nos últimos anos.