Caiado confirma participação em ato de Bolsonaro pela anistia
Antes da manifestação, Tarcísio recebeu Jair Bolsonaro e outros governadores para encontro no Palácio dos Bandeirantes
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), confirmou presença no ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, neste domingo, 6, em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Em publicação no X, Caiado afirmou estar “a caminho da Paulista, a convite do presidente Bolsonaro”, e reiterou sua defesa da pacificação política no país.
“Fui um dos primeiros a defender a anistia e a pacificação do país, em fevereiro do ano passado. O Brasil precisa virar essa página e focar no que realmente importa para o nosso povo: segurança pública, combate à inflação, saúde de qualidade e educação eficiente.
Vamos juntos lutar por um país mais justo e que olhe para frente!”, escreveu o governador goiano.
Caiado se junta a outros chefes de Executivo que confirmaram presença na manifestação, como os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Jorginho Mello (Santa Catarina), Ratinho Jr. (Paraná), e Wilson Lima (Amazonas).
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), além de dezenas de parlamentares, também devem participar do evento, segundo os organizadores.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), chegou a confirmar presença, mas cancelou sua participação por causa das fortes chuvas no estado. Mesmo assim, publicou um vídeo nas redes sociais reafirmando apoio à proposta de anistia.
Segundo os organizadores, cerca de 116 autoridades, entre governadores, deputados, senadores e vereadores, devem marcar presença no ato.
Tarcísio recebe governadores
Antes do ato, Tarcísio recebeu Bolsonaro e outros governadores para um encontro no Palácio dos Bandeirantes.
Em seguida, publicou uma foto ao lado do ex-presidente: “Daqui a pouco, juntos na Paulista!”, escreveu o governador paulista.
A manifestação foi convocada por apoiadores de Bolsonaro como resposta às condenações de participantes do 8 de janeiro.
Cartazes com rostos de detidos foram pendurados ao longo da avenida, e um batom inflável foi erguido em referência à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa após pichar com batom a estátua da Justiça, em Brasília.
Imagens de figuras ligadas à base bolsonarista, como Oswaldo Eustáquio, Daniel Silveira e Paulo Figueiredo Filho, também foram expostas.
Mobilização pela anistia
O ato deste domingo na Avenida Paulista tem como principais bandeiras a denúncia de suposta “perseguição política” contra Bolsonaro e a defesa de que os condenados pelo 8 de janeiro são vítimas de injustiça.
A mobilização ocorre em meio a dificuldades para o avanço do projeto de lei da anistia na Câmara dos Deputados e à resistência do STF em rever condenações.
A decisão recente do ministro Alexandre de Moraes de transferir a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos (foto) para prisão domiciliar foi recebida como um sinal positivo por aliados do ex-presidente.
Débora ficou conhecida por ter pichado a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro. Ela foi condenada a 14 anos de prisão, mas Moraes reviu a medida após dois anos de detenção.
No sábado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou vídeo convocando a militância para o ato. Com apoiadoras vestindo camisetas com a frase “Anistia Já!” escrita com batom, o vídeo faz referência direta ao caso de Débora. A estratégia busca transformar a cabeleireira em símbolo da campanha por anistia.
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