Caiado ataca “gastança” de Lula e promete juros menores
Candidato do PSD à Presidência critica os gastos do governo, defende juros de 6% e promete endurecer o combate ao narcotráfico
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, atacou nesta sexta-feira, 21, a política fiscal do governo Lula (PT) e atribuiu ao aumento dos gastos públicos a manutenção das altas taxas de juros no país. Em coletiva no Mercado Municipal de São Paulo, o governador de Goiás afirmou que, se eleito, pretende adotar uma política de austeridade para recuperar a confiança e reduzir o custo do dinheiro.
Caiado defendeu que a taxa de juros chegue a 6%, com inflação entre 3% e 4%. Segundo ele, o cenário atual tem ampliado o endividamento das famílias e dificultado a sobrevivência de comerciantes e empresários.
“Essa taxa de juros, ela tem que chegar a patamares de 6% com uma inflação em torno de 3 a 4%. Isto é o que a sociedade brasileira espera de nós”, afirmou.
Combate ao narcotráfico
Na área de segurança pública, o candidato defendeu uma atuação mais dura contra o crime organizado. Ao comentar o avanço do narcotráfico, citou o uso de drones por criminosos para atacar outras facções e policiais no Rio de Janeiro.
“A violência tem que ser combatida duramente. É inaceitável o que nós vimos ontem: jovens alunos lá no Morro do Alemão, no Complexo da Penha, sendo treinados com drones para atacar outras facções e policiais”, declarou.
Para Caiado, o episódio evidencia o grau de sofisticação alcançado pelas organizações criminosas.
Debates
Questionado sobre o debate presidencial previsto para domingo, Caiado defendeu a participação de todos os candidatos e comparou a presença nos encontros eleitorais à obrigatoriedade do voto.
“Da mesma maneira que o voto é obrigatório, a presença também deveria ser obrigatória. É inaceitável as pessoas estarem na condição de fujão, no momento em que o país passa pela mais grave crise da economia brasileira”, afirmou.
Fim da escala 6×1
Caiado também confirmou ser favorável ao fim da escala 6×1, mas criticou a maneira como a proposta foi apresentada. Para ele, a discussão deveria envolver empresários e trabalhadores.
“Não tenho dificuldade nenhuma de aceitar isso. Todas as pessoas discutem a forma com que ela foi apresentada, como sendo uma medida eleitoreira que deveria ser uma medida discutida com todos que são empregadores”, disse.
O candidato afirmou que a proposta deverá avançar após a aprovação no Congresso, mas defendeu uma discussão mais ampla sobre seus efeitos.
“Eu não vou criar uma emenda à Constituição brasileira sem ouvir as partes interessadas. (…) É o trabalhador e é o empresário. Esses dois que deveriam opinar sobre um tema tão relevante quanto este.”
Ataques a Lula
Ao falar sobre o preço dos alimentos e o poder de compra, Caiado responsabilizou o governo Lula (PT) pelo cenário de juros elevados. Para ele, o aumento dos gastos públicos pressiona o custo do dinheiro e contribui para o endividamento das famílias.
“O governo Lula faz um gasto irresponsável e quem paga a conta? A população, o comerciante e o empresário. Essa é a realidade”, afirmou.
Caiado também disse que o país pode caminhar para um processo de depressão econômica caso a atual política seja mantida.
Mulheres terão espaço
Questionado sobre possíveis nomes para uma equipe de governo, Caiado mencionou o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e afirmou que pretende ampliar a presença feminina em um eventual ministério.
“É uma posição minha como governador que fui de ter uma presença muito forte das mulheres no meu ministério”, declarou.
Educação e mobilidade social
Durante a coletiva, o candidato também citou propostas para educação, saúde, segurança, digitalização de prontuários, minerais críticos e terras raras.
Na educação, defendeu a alfabetização das crianças na idade adequada e medidas para reduzir a evasão escolar. Caiado também criticou os governos do PT ao abordar a mobilidade social.
Segundo ele, apenas 2,9% dos filhos de famílias pobres chegam à faixa de renda média alta.
“Isso não é mobilidade, isso é um colapso completo, isso é um atestado de incompetência que realmente não soube em 20 anos transferir a população para o que ela deseja”, afirmou.
Aprovação de 88% em Goiás
Questionado sobre como pretende alcançar eleitores de média e baixa renda diante dos baixos índices de intenção de voto, Caiado apostou na apresentação de seu histórico como governador de Goiás.
“No momento que o Caiado for conhecido… quando eu governei o meu estado, eu cheguei a 88% de aprovação”, disse.
O candidato afirmou que pretende usar a experiência à frente do governo estadual para apresentar ao eleitorado nacional seu modelo de gestão.
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Comentários (1)
E os impostos? Ainda tenho imposto p/ pagar (atrasado há 01 mês) e já estamos no final de Agosto! A questão não é somente o governo federal! Todos os aumentos de impostos foram aprovados por estes deputados e senadores!!! Sem dó nem piedade do povo brasileiro...