Cachorro é enrolado por uma sucuri de 3 metros e resgatado por militares
O ataque de uma sucuri a um cachorro dentro do 53º Batalhão de Infantaria de Selva, em Itaituba, sudoeste do Pará, foi registrado em vídeo
O ataque de uma sucuri a um cachorro dentro do 53º Batalhão de Infantaria de Selva, em Itaituba, sudoeste do Pará, foi registrado em vídeo e chamou atenção pela força do animal e pela rápida ação dos militares.
O caso reacendeu o debate sobre o encontro entre animais domésticos e fauna silvestre em áreas urbanas próximas à mata.
Como aconteceu o ataque da sucuri ao cachorro?
O cachorro circulava livremente na área interna do quartel, próxima a uma região de mata e igarapés, quando foi surpreendido pela sucuri, de cerca de três metros. Em poucos instantes, a cobra já estava totalmente enrolada no animal, impedindo qualquer movimento.
Militares que passavam pelo local perceberam a situação e correram para o resgate. O ataque ocorreu em área de vegetação baixa, o que dificultou a visualização prévia da serpente e favoreceu o elemento surpresa típico de animais de emboscada.
🚨 Veja l Militares resgatam cachorro que estava sendo atacado por uma sucuri de aproximadamente três metros em Itaituba, no sudoeste do Pará. pic.twitter.com/zgpGlEe60F
— Notícias Paralelas (@NP__Oficial) February 10, 2026
Como foi realizado o resgate pelos militares?
No vídeo, os militares arrastam a sucuri e o cachorro para o asfalto, onde o piso firme facilita o controle do réptil. Pelo menos três homens atuam juntos, concentrando a força na região da cabeça da cobra para reduzir o risco de novo ataque.
Enquanto um segura a cabeça da sucuri, os outros desenrolam, pouco a pouco, o corpo da cobra. A manobra é feita com rapidez, pois a compressão prolongada poderia causar parada respiratória no cachorro.
Qual foi o estado de saúde do cachorro após o ataque?
Logo após ser solto, o cachorro permaneceu imóvel, aparentando exaustão e dificuldade respiratória. Os militares iniciaram manobras de reanimação, verificando sinais vitais e estimulando a respiração no próprio local.
Testemunhas relataram que, após alguns minutos, o animal voltou a se mover, levantou-se e apresentou melhora progressiva, sem sinais evidentes de fraturas. Ainda assim, especialistas recomendam avaliação veterinária para descartar lesões internas e complicações tardias.
O que foi feito com a sucuri e quais são os procedimentos recomendados?
Após o resgate, os militares contiveram a sucuri e acionaram os órgãos ambientais responsáveis pelo manejo da fauna. A cobra foi removida com técnicas adequadas e solta em área de mata distante da zona urbana, evitando novos encontros com pessoas e cães.
Esses procedimentos seguem orientações de segurança e preservação da fauna. Em situações semelhantes, recomenda-se observar alguns pontos básicos:
- Garantir a proteção de pessoas e animais domésticos, afastando a serpente da área de circulação;
- Evitar ferir a cobra durante a captura, respeitando a fauna silvestre;
- Reintroduzir o animal em ambiente adequado, como matas preservadas e margens de rios;
- Acionar sempre órgãos ambientais ou a polícia, sem tentar manejar o animal sem treinamento.

Por que encontros entre sucuris e animais domésticos são cada vez mais comuns?
Regiões como o sudoeste do Pará combinam florestas, rios e áreas urbanas em expansão. Com a aproximação de casas, quartéis e fazendas de ambientes naturais, aumentam as chances de contato entre sucuris e cães.
Órgãos ambientais e o Exército utilizam casos como o de Itaituba para reforçar orientações internas, campanhas educativas e monitoramento das áreas de mata vizinhas, buscando prevenir novos incidentes e promover o manejo responsável da vida silvestre.
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