Cabo Gilberto Silva assume liderança da oposição na Câmara
Luciano Zucco fez a passagem formal do comando para o parlamentar do PL da Paraíba e disse que ato "representa continuidade"
O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) é o novo líder da oposição na Câmara dos Deputados. Luciano Zucco (PL-RS), que estava no posto desde fevereiro, realizou nesta terça-feira, 16, a passagem formal do comando, durante reunião com vice-líderes e parlamentares da bancada oposicionista.
“Encerramos este ciclo com a consciência tranquila de que cumprimos nosso dever. A Oposição não se omitiu diante do avanço do crime organizado, do aumento abusivo de impostos, dos escândalos de corrupção e da perseguição política. Atuamos com firmeza, responsabilidade e compromisso com o Brasil real, que sofre as consequências de um governo desconectado da população”, declarou Zucco.
“A passagem da Liderança ao deputado Cabo Gilberto Silva representa continuidade, não ruptura. A Oposição segue unida, vigilante e preparada para os desafios que virão, especialmente com a aproximação de um novo ciclo eleitoral”, pontuou também.
No próximo ano, Zucco continuará atuando na Câmara, ao mesmo tempo em que passa a se dedicar de forma mais direta à sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul; a candidatura conta com a indicação e a chancela do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Quem é Cabo Gilberto Silva?
O novo líder da oposição nasceu em Santa Rita (PB), em 1º de abril de 1981. Ele tem 44 anos e é policial militar. Foi deputado estadual da Paraíba de 2019 a 2023, quando assumiu o cargo de deputado federal pelo estado; foi eleito com 126.876 votos em 2022. É filiado ao PL desde 2022.
Em julho, ele passou a coordenar uma comissão interna do PL para trabalhar mobilizações na Câmara e no Senado para que as pautas do partido avançassem.
“Obviamente, a nossa maior pauta continua sendo a anistia, porque são pessoas que foram mortas pelo Estado dentro da prisão, pessoas que foram torturadas, pessoas que estão sendo condenadas a quase 20 anos de cadeia. Sequer estavam com os pés em Brasília. Então são vários casos inconstitucionais, ilegais, abusivos por parte da Suprema Corte, e a gente tem que resolver isso o quanto antes”, declarou o parlamentar.
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