Brasileiro de 19 anos morre em combate na Ucrânia
Tiago Nunes, conhecido como Índio, era voluntário na guerra da Ucrânia contra a Rússia
Um brasileiro de 19 anos, voluntário na guerra da Ucrânia contra a Rússia, foi morto em combate na última quinta-feira, 28.
Tiago Nunes (foto), conhecido como Índio, era natural de Rurópolis, no Pará. A morte foi confirmada pela prefeitura de sua cidade natal.
O jovem decidiu integrar as forças que combatem a invasão russa, mas viajou sem informar o real destino, segundo familiares ouvidos pelo g1.
Tiago não foi o primeiro brasileiro morto em combate na Ucrânia. Em 2023, o Itamaraty confirmou a morte de Antônio Hashitani, de 25 anos, que atuava como voluntário em um grupo paramilitar na região de Bakhmut.
Em 2022, o Ministério das Relações Exteriores já havia divulgado a morte de pelo menos outros dois brasileiros: André Hack Bahi, 43, e Douglas Búrigo, 40.
Avanço russo
A morte de Tiago Nunes ocorreu em um momento em que as forças russas registram avanços no leste ucraniano. Moscou também tem intensificado o uso de mísseis e drones contra a Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de utilizar bombas de fragmentação contra as infraestruturas energéticas do país.
A população também enfrenta um cenário de escuridão generalizada. Na manhã da quinta-feira, 28 de novembro, a Rússia desencadeou um dos mais intensos ataques desde o início do conflito, utilizando cerca de 90 mísseis e quase 100 drones. O alvo principal foi a já debilitada infraestrutura energética ucraniana.
O comando aéreo ucraniano informou que, durante os ataques noturnos, conseguiu interceptar grande parte dos projéteis russos. No entanto, a intensidade dos ataques deixou mais de um milhão de pessoas sem eletricidade no oeste da Ucrânia.
Desgastar a população civil
O jornal “New York Times” aponta para uma mudança tática na estratégia russa. Desde o primeiro inverno de guerra, há dois anos, a infraestrutura energética ucraniana tem sido alvo constante da Rússia.
Com ataques direcionados a plantas de energia elétrica e termelétricas, o objetivo parecia ser desgastar a população civil.
A resiliência do sistema elétrico deve-se em parte ao fato de que dois terços da eletricidade ucraniana são gerados por usinas nucleares, que até então foram amplamente poupadas de bombardeios aéreos.
Contudo, desde o final de agosto, há um aumento nos ataques russos a subestações, conforme relatado pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA).
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