Brasileira é acusada de participar de seita satânica internacional
Complexo caso judicial entre um italiano e uma brasileira. Acusações de seita satânica, paternidade contestada e violência doméstica
Um caso complexo envolvendo um italiano e uma brasileira ganhou destaque na mídia internacional. Nunzio Bevillacqua, advogado e empresário italiano, acusa Bárbara Zandomênico Perito de integrar uma seita que, segundo ele, utiliza rituais satânicos para engravidar mulheres e extorquir dinheiro de europeus. A brasileira, por sua vez, processa Bevillacqua por calúnia, difamação e violência doméstica.
O caso foi amplamente divulgado pela imprensa italiana e brasileira, gerando grande repercussão após a confirmação do Estadão. Bárbara afirma que Bevillacqua nega ser o pai de sua filha, Domênica, apesar de um teste de DNA ter confirmado a paternidade. O italiano, no entanto, contesta o resultado e exigiu um segundo teste, que não foi autorizado pela Justiça.
Como o relacionamento evoluiu para um conflito judicial?
Bárbara e Bevillacqua se conheceram em 2021, quando o italiano começou a ter aulas de português com ela em Tubarão, Santa Catarina. O relacionamento evoluiu rapidamente, e em novembro do mesmo ano, Bárbara descobriu que estava grávida. No entanto, o comportamento de Bevillacqua teria se tornado abusivo, levando a brasileira a romper o relacionamento.
O italiano teria proposto que Bárbara se mudasse para Roma, onde já havia planos para o futuro da filha, incluindo padrinhos e um quarto preparado. No entanto, a brasileira decidiu não seguir com o plano e permaneceu no Brasil, o que intensificou o conflito entre os dois.
Quais são as alegações de Bevillacqua?
Bevillacqua divulgou na Itália que Bárbara fazia parte de uma seita satânica que engravidava mulheres para extorquir estrangeiros. Ele alegou que a seita utilizava o sêmen de um único homem, um guru espiritual, para engravidar as mulheres e, posteriormente, atribuir a paternidade a estrangeiros. Segundo ele, o objetivo seria obter cidadania e extorquir pensão alimentícia.
Essas alegações foram amplamente divulgadas pela mídia italiana, mas Bárbara nega todas as acusações, afirmando que Bevillacqua não apresentou nenhuma prova concreta para sustentar suas afirmações.
Medidas legais e proteção judicial
O caso foi levado à Justiça, onde Bevillacqua foi condenado a pagar pensão alimentícia, embora nunca tenha cumprido a determinação. Além disso, medidas protetivas foram concedidas a favor de Bárbara e sua filha, incluindo a proibição de Bevillacqua se aproximar ou contatar Bárbara e seus familiares.
O escritório de advocacia que representa Bárbara afirmou que as medidas foram deferidas rapidamente, destacando a gravidade das ameaças e condutas intimidatórias por parte de Bevillacqua. A Justiça determinou que ele mantenha uma distância mínima de 3 km de Bárbara e sua família.
Impacto e repercussão do caso
O caso continua a gerar interesse e discussões, tanto no Brasil quanto na Itália. A complexidade das acusações e a falta de provas concretas tornam a situação ainda mais delicada. Enquanto isso, Bárbara busca proteger sua filha e seguir com sua vida, enfrentando os desafios legais e pessoais que o caso trouxe.
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