Brasileira caída em encosta de vulcão é localizada, mas ainda não resgatada
A jovem foi encontrada a cerca de 500 metros do local onde ocorreu o acidente. A divulgação dessa informação ocorreu por meio das redes sociais da equipe de resgate
Uma equipe de Busca e Salvamento (SAR) anunciou, na manhã desta segunda-feira, 23 de junho, a localização de Juliana Marins, uma turista brasileira de 27 anos que havia desaparecido após sofrer uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, na Ilha de Lombok, Indonésia.
A jovem, que é natural de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, caiu cerca de 300 metros em uma encosta do vulcão localizado na ilha de Lombok.
De acordo com informações do chefe do Escritório de Busca e Salvamento de Mataram, Muhamad Hariyadi, a jovem foi encontrada a cerca de 500 metros do local onde ocorreu o acidente. A divulgação dessa informação ocorreu por meio das redes sociais da equipe de resgate.
Antes do anúncio oficial da localização de Juliana, um perfil criado pela família nas redes sociais havia informado que dois alpinistas experientes estavam a caminho da região para auxiliar nas buscas.
Entretanto, o processo de resgate enfrentou interrupções devido às adversas condições climáticas, que novamente afetaram as operações na madrugada de segunda-feira. Familiares expressaram preocupação com a lentidão dos esforços de resgate.
Operação de resgate
Iniciada há três dias, a operação de resgate enfrenta desafios relacionados a condições climáticas adversas e ao terreno acidentado. O local do acidente é caracterizado por densa vegetação e pedras escorregadias, dificultando a mobilização das equipes de socorro.
Conforme relatos familiares, Juliana foi avistada logo após a queda, mas o acesso dos resgatadores à área se tornou inviável devido à precariedade das condições.
O Monte Rinjani, que se ergue a 3.726 metros de altitude, é o segundo vulcão mais alto da Indonésia e apresenta trilhas consideradas perigosas devido à sua inclinação acentuada e instabilidade.
A visibilidade limitada e o aumento da nebulosidade nas últimas horas complicaram ainda mais as operações, levando à suspensão temporária das buscas.
Contudo, as atividades foram retomadas quando houve uma leve melhora no clima no domingo, 22, embora a incerteza meteorológica continue a ser uma preocupação constante.
Além disso, acredita-se que Juliana tenha deslizado ainda mais devido ao terreno instável.
A condição física da vítima também levanta preocupações; segundo relatos familiares, após a queda, ela não conseguia se levantar e apenas movia os braços.
Até o momento, as buscas têm sido realizadas exclusivamente por terra. A família expressou a necessidade urgente de recursos aéreos para auxiliar na operação, considerando o envio de um helicóptero como uma “última esperança” para encontrar Juliana com vida.
Contudo, a utilização de aeronaves está condicionada às condições climáticas mínimas necessárias para garantir a segurança das operações aéreas.
Governo brasileiro
O governo brasileiro também está envolvido na situação. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, solicitou ao governo indonésio apoio adicional para facilitar o resgate da turista.
Em meio ao desenrolar dos eventos, a irmã de Juliana, Mariana Marins, fez uma declaração contundente em um perfil no Instagram criado para atualizações sobre o caso.
Ela afirmou que informações recebidas da Embaixada do Brasil estavam incorretas e acusou o governo indonésio de propagar desinformações:
“Descobrimos que tudo que nos foi comunicado pela Embaixada é falso. O governo da Indonésia está disseminando mentiras para a Embaixada. Não houve verificação dos fatos”, declarou Mariana.
Que é Juliana Marins?
Juliana Marins é uma dançarina profissional de pole dance e compartilha frequentemente suas performances nas redes sociais.
Desde fevereiro deste ano, ela está em uma viagem pela Ásia que inclui passagens pelo Vietnã, Tailândia e Filipinas.
No momento do acidente, estava acompanhada por um grupo de cinco pessoas e um guia local durante uma trilha turística no Monte Rinjani.
De acordo com Mariana Marins, durante a caminhada, Juliana mencionou estar cansada e decidiu descansar enquanto o guia seguia com os outros turistas em direção ao cume.
A irmã relata que havia recebido informações incorretas sobre o acompanhamento do guia à Juliana antes do acidente.
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