Brasil reforça seu arsenal com novo sistema de mísseis SMACE
O Sistema de Mísseis Anticarro Expedicionário (SMACE) é um projeto da Marinha do Brasil que integra viaturas blindadas leves
O Sistema de Mísseis Anticarro Expedicionário (SMACE) é um projeto da Marinha do Brasil que integra viaturas blindadas leves, mísseis guiados MSS 1.2 MAX e drones ISR/ataque, visando modernizar a capacidade de combate terrestre e litorâneo do Corpo de Fuzileiros Navais.
O que é o Sistema de Mísseis Anticarro Expedicionário SMACE
Segundo a Agência Marinha de Notícias, o SMACE é um sistema de defesa expedicionário pensado para rápido deslocamento em diferentes terrenos, com foco em áreas costeiras.
Ele combina viaturas blindadas 4×4, mísseis anticarro guiados e drones, formando um conjunto integrado de detecção e engajamento.
No centro do sistema está o míssil MSS 1.2 MAX, desenvolvido pela SIATT, com produção nacional.
Os drones, fornecidos pelo grupo árabe EDGE, agregam inteligência, vigilância e reconhecimento, ampliando o alcance e a precisão das operações.
Esse é o drone QX-2, ADASI – Grupo EDGE, que vai ser integrado ao Sistema de Míssil Anticarro Expedicionário (SMACE), dos Fuzileiros Navais 🇧🇷, que ainda conta com o ATGM Max 1.2 AC, SIATT 🇧🇷.
— Defesa Brasileira 🛡️ (@DefesaBrazil) November 19, 2025
📸 ADASI – Grupo EDGE pic.twitter.com/fHtKzc05Gm
Como o SMACE funciona em operações anticarro
O funcionamento do SMACE segue o conceito de engajamento em rede, usando drones para localizar e monitorar alvos como blindados e embarcações.
As informações são transmitidas quase em tempo real às viaturas, que processam dados e coordenam o disparo dos mísseis.
Essa arquitetura em enlaces de dados táticos permite que uma viatura engaje um alvo a partir de coordenadas obtidas por sensores avançados, aumentando a consciência situacional e encurtando o ciclo de decisão e ataque.
Brazilian Marine Corps is boosting its expeditionary firepower with the SMACE mobile anti-tank system, integrating protected 4×4 vehicles, QX-2 ISR UAV, and MAX 1.2 AC ATGM. Deliveries for evaluation start in 2026, with further buys pending trials. pic.twitter.com/lPQc68AFJT
— A5 Defense Industry Magazine (@A5_Dergi) December 10, 2025
Quais são as características das viaturas e dos mísseis do SMACE
A viatura do SMACE é um blindado leve 4×4 de alta mobilidade, desenvolvido pela GM Defense e já testado em ambiente desértico.
Ela possui motor 2.8L Duramax, tração integral, proteção balística leve e cerca de 2,2 toneladas, priorizando simplicidade de operação.
O míssil MSS 1.2 MAX é guiado e de alta precisão contra alvos blindados, com produção integral no Brasil, fortalecendo a autonomia tecnológica.
Os drones da EDGE agregam emprego ISR e ataque leve, operando integrados ao sistema de comunicações e comando.
The first "sketch" of what would become the Expeditionary Anti-Tank Missile System (SMACE), interestingly, was an initiative of SIATT with the Brazilian Army focused only on the Chivunk duo rebuilt by Columbus and the MAX 1.2 missile, at the time (2023), still a MSS. The… pic.twitter.com/rMdqHcZJMe
— Roberto Caiafa (@beto_caiafa) November 20, 2025
Quais são os objetivos operacionais do SMACE
O SMACE foi concebido para apoiar diretamente operações anfíbias e litorâneas do Corpo de Fuzileiros Navais, oferecendo poder de fogo contra blindados e embarcações.
Sua mobilidade permite engajamento e desengajamento rápidos de pequenas frações de tropa.
Entre as principais finalidades operacionais do sistema, destacam-se os seguintes objetivos integrados ao conceito de forças leves expedicionárias:
- Neutralizar veículos blindados em apoio a desembarques anfíbios.
- Atuar contra embarcações em áreas costeiras sensíveis.
- Favorecer operações distribuídas com unidades menores e móveis.
- Integrar sensores, comunicações e armamento em arquitetura interoperável.
Qual é a importância estratégica do SMACE para o Brasil
O SMACE preenche uma lacuna histórica na capacidade anticarro expedicionária da Marinha do Brasil, em um cenário de ameaças terrestres e navais mais complexas.
O sistema reforça a projeção de poder em terra a partir do mar com meios modernos e conectados.
O contrato com SIATT e EDGE fortalece a Base Industrial de Defesa, fomenta transferência de tecnologia e abre espaço para futuras exportações.
A previsão é que o primeiro conjunto seja avaliado operacionalmente em 2026, com expansão gradual da capacidade nos anos seguintes.
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