Número 2 de Beira-Mar é preso no Rio
Geraldão é apontado como um dos participantes do ataque a tiros contra uma delegacia na Baixada Fluminense
A Polícia Civil do Rio prendeu o traficante Roger de Oliveira Fernandes, o Geraldão, na noite desta terça-feira, 25, em Duque de Caxias.
O criminoso, que chefia o tráfico no Parque das Missões, é apontado pelas autoridades como o braço-direito de Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes do Comando Vermelho (CV), que cumpre pena no presídio federal de Catanduvas, no Paraná.
Segundo os policiais, Geraldão participou do ataque contra uma delegacia de Duqeu de Caxias Baixada Fluminense, em 15 de fevereiro. Além do braço-direito de Beira-Mar, outros 35 criminosos foram presos por envolvimento ou participação direita ao ataque contra a 60ª DP.
“Essa é mais uma resposta assertiva da Polícia Civil contra o bando de narcoterroristas que atacou a delegacia de Campos Elíseos. Mais de 35 bandidos — envolvidos direta ou indiretamente na ação criminosa — já foram capturados. Os agentes já apreenderam quatro fuzis usados pelos marginais e outros cinco criminosos foram neutralizados em confronto”, diz trecho da nota da Polícia Civil.
EUA de olho no CV
A Secretaria estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro e o governo dos Estados Unidos estão negociando um acordo para mudar o status do Comando Vermelho (CV) para uma Organização Criminosa Transnacional (TCO, na sigla em inglês), segundo revelou o jornal Extra.
Como resultado, os dois países poderão trabalhar conjuntamente no combate à maior facção criminosa do Rio de Janeiro. Desde o ano passado, os dois governos negociam a mudança de denominação.
Documentos do Serviço de Segurança Diplomática (DSS, na sigla em inglês) indicaram que o CV está recrutando criminosos dentro do território americano. Além disso, as autoridades dos Estados Unidos já registraram uma parceria entre o grupo criminoso brasileiro e grandes cartéis da América do Sul para o fornecimento de drogas.
Na prática, o reconhecimento do CV como uma organização terrorista transnacional permitirá que outras agências do governo americano, entre as quais a DEA (Drug Enforcement Administration) e a ATF (Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos), atuem para o combate ao grupo do Rio.
Além disso, os chefes da facção criminosa podem ser inseridos no sistema americano de imigração para evitar a entrada deles nos EUA.
No ano passado, o Departamento de Estado americano e a Secretadira de Segurança Pública do Rio criaram uma minuta de um memorando de entendimento “para combater a atividade criminal transnacional envolvendo o uso de documentos de viagem e identidade fraudulentos”.
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Comentários (1)
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
26.02.2025 11:42Logo algum ministro de tribunal superior solta ele.