Boulos atribui tarifaço à “traição” de Flávio
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o governo responderá à medida com a Lei da Reciprocidade Econômica e criticou a oposição
Em meio à escalada da crise comercial entre Brasil e Estados Unidos, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, responsabilizou a família Bolsonaro pela tarifa de 25% anunciada por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
Em publicações no X, Boulos afirmou que “o Brasil paga a conta da traição da família Bolsonaro” e compartilhou uma montagem em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece ajoelhado diante de Trump, entregando o mapa do Brasil em uma bandeja.
Em outra postagem, o ministro disse que Flávio “herdou do pai o projeto de entregar o Brasil aos americanos” e chamou os Bolsonaro de “sabujos”, “traidores” e “nunca patriotas”. Boulos ainda projetou o impacto eleitoral da disputa, afirmando que “a traição cobrará seu preço nas urnas” e defendeu a formação de uma “nova Frente Ampla” em defesa da soberania nacional.
No terceiro comentário, o ministro afirmou que o tarifaço tem “dois pais”: “um está na Casa Branca, outro quer subir a rampa do Planalto”. Segundo ele, a medida é resultado de uma aliança entre “interesse colonial” e “traição”, acrescentando que o presidente Lula já anunciou a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A fala de Boulos reforça a estratégia do Palácio do Planalto de transformar o tarifaço em um tema de confronto político, responsabilizando o grupo da ala bolsonarista pela deterioração das relações entre Brasília e Washington.
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