Bolsonaro só quer saber de trigonometria
O advogado João Paulo Bueno afirmou que o ex-presidente mantém o bom humor e a disposição apesar das "adversidades" da prisão domiciliar
O advogado João Paulo Bueno, integrante da defesa de Jair Bolsonaro (PL), afirmou nesta segunda-feira, 13, que o ex-presidente mantém o bom humor e a disposição apesar das “adversidades” enfrentadas e chegou a dar uma breve explicação sobre conceitos de trigonometria durante uma visita advocatícia.
Em publicação nas redes sociais, Bueno relatou que esteve com o ex-presidente em uma “visita advocatícia regular” e disse ter se impressionado com a resiliência de Bolsonaro.
“Mesmo diante de tantas adversidades, sua resiliência impressiona. Sempre arranja energia para animar quem está ao lado”, escreveu.
Segundo o advogado, Bolsonaro interrompeu a conversa para fazer uma pergunta sobre matemática.
“Do nada, empolgado, me perguntou: ‘João, você sabe a diferença entre os ângulos na trigonometria? Complementares completam os 90°. Suplementares chegam aos 180°. Explementares fecham os 360°'”.
O advogado afirmou que a explicação serviu como metáfora para o momento vivido pelo ex-presidente. “Hora de somar forças para completar o que falta, hora de esticar o horizonte quando o caminho aperta, e sempre ter grandeza para dar a volta por cima, com integridade”, escreveu.
Neste final de semana, o PT voltou a acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar revogar a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente da República. Na petição encaminhada à Suprema Corte, o vice-líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), argumenta que a carta de Jair divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) no final de semana representaria um desrespeito às cautelares impostas por Alexandre de Moraes.
“Não se trata, portanto, de zona cinzenta ou de interpretação extensiva: a redação de carta destinada à leitura pública em transmissão ao vivo nas redes sociais de terceiro é exatamente a hipótese em que as decisões deste Juízo buscaram coibir, com advertência expressa das consequências do descumprimento”, disse Lindbergh.
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