Bolsonaro sai em defesa de Le Pen: “Mesma lógica da Venezuela”
Ex-presidente acusou a esquerda de promover "ativismo judicial" para vencer "sem oposição real"
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma postagem em apoio à política francesa Marine Le Pen, após a justiça da França torná-la inelegível por desvio de fundos públicos europeus nesta segunda, 31.
Em publicação no X, Bolsonaro afirmou que a “esquerda na França, assim como no Brasil” opta pelo “caminho do ativismo judicial para vencer eleições”. O ex-presidente também comparou o episódio à da líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, declarada inelegível por 15 anos.
“A ascensão da direita é uma realidade em todo o mundo. A esquerda na França, assim como no Brasil, está escolhendo o caminho do lawfare, do ativismo judicial para vencer eleições sem uma oposição real.
Acredito que a inelegibilidade de Marine Le Pen segue a mesma lógica da Venezuela, onde a adversária de Maduro, Maria Corina, foi excluída das urnas por uma inelegibilidade absurda de 15 anos.
Espero e apoio que a Sra. Le Pen supere essa perseguição e possa competir nas próximas eleições presidenciais. Cabe ao povo decidir quem será o próximo presidente da França.
Estamos ao seu lado, Madame Le Pen”, escreveu.
No Brasil, Bolsonaro também foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030.
Condenação
A decisão contra Le Pen atingiu outros oito membros do seu partido, o Rassemblement Nation.
Eles foram condenados pela contratação de assistentes parlamentares fictícios durante seus mandatos como eurodeputados entre 2004 e 2017.
Segundo o tribunal de Paris, os assessores pagos com recursos do Parlamento Europeu atuavam, na verdade, para o partido de Le Pen. O prejuízo foi calculado em 2,9 milhões de euros — cerca de R$ 18 milhões.
A sentença determina, além da inelegibilidade, penas que incluem cinco anos de prisão e multa de 300 mil euros. A decisão pode ser aplicada de imediato, mesmo que Le Pen recorra.
Liderança nas pesquisas
A condenação ocorre enquanto Le Pen lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2027, o que amplia o impacto político do julgamento.
O veredito compromete diretamente sua elegibilidade para concorrer à sucessão de Emmanuel Macron.
A corte constitucional francesa já havia validado, na última sexta, 28, a possibilidade de aplicação imediata de inelegibilidade em casos de condenação criminal, o que abre caminho para a exclusão de Le Pen da corrida presidencial.
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