Bolsonaro pede autorização para receber visita de Ronaldo Caiado
Governador de Goiás é pré-candidato a presidente da República nas eleições de 2026 e faz parte da oposição ao governo Lula (PT)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta quarta-feira, 5, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber uma visita do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União). O político do PL cumpre prisão domiciliar, em Brasília, desde 4 de agosto.
Por enquanto, não há decisão de Moraes sobre o pedido. Caiado é pré-candidato a presidente da República e faz parte da oposição ao governo Lula (PT).
Em ofício do governador apresentado pela defesa de Bolsonaro a Moraes, Caiado diz que a visita tem “finalidade humanitária e político-institucional, diante da necessidade de manter canais de diálogo respeitosos entre lideranças políticas”.
“Vale ressaltar que o comparecimento pessoal do requerente ao encontro pretendido não possui intuito de interferir na execução da prisão domiciliar por este Supremo Tribunal Federal, tampouco busca tratar de questões sub judice, limitando-se estritamente aos objetivos acima delineados. Para a visita, sugerem-se as seguintes datas: 10/11, 12/11 ou 13/11”, acrescenta.
O governo do Distrito Federal pediu a Moraes, por sua vez, que Bolsonaro passe por uma avaliação médica para verificar a “compatibilidade” para ele cumprir eventual prisão no Complexo Penitenciário da Papuda. O ofício foi assinado pelo secretário de Administração Penitenciária do DF, Wenderson Souza e Teles, na segunda-feira, 3.
O ministro ainda não decidiu sobre essa solicitação também. Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro diante do descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF.
Segundo o magistrado, houve a publicação nas redes sociais de falas feitas por Bolsonaro, pelo telefone, durante manifestações realizadas em 3 de agosto. O conteúdo foi publicado por apoiadores, incluindo filhos do ex-presidente. Em sua decisão, o magistrado salientou que as divulgações nas redes sociais demonstraram que houve a continuidade da tentativa de coagir a Corte e obstruir a Justiça.
Já no último dia 11 de setembro, o político foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por comandar e orquestrar uma trama golpista que ocorreu entre junho de 2021 e janeiro de 2023. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, mais 124 dias-multa.
O julgamento dos embargos de declaração dos condenados nessa ação penal foi marcado pelo presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, para a sessão virtual que começa na sexta-feira, 7, e vai até 14 de novembro.
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