Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber visita de Tarcísio na Papudinha
Ex-presidente quer ser visitado também por irmão de Michelle Bolsonaro e por vice-presidente do diretório de Rondônia do PL
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, 19, autorização para receber visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de outras duas pessoas no 19º Batalhão de Polícia Militar, a Papudinha.
Os outros dois nomes são Diego Torres Dourado, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e o vice-presidente do diretório de Rondônia do Partido Liberal (PL), Bruno Scheid. Até o momento, não há decisão de Moraes.
Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado na ação penal do golpe de Estado. Na semana passada, ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, para a Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, por ordem de Moraes.
Nesta segunda-feira ainda, o ministro homologou a indicação do médico cirurgião Cláudio Birolini, feita pela defesa do ex-presidente, como assistente técnico para avaliar as condições de saúde de Bolsonaro.
Na decisão em que ordenou a transferência do ex-presidente, Moraes determinou que o ex-presidente “seja SUBMETIDO IMEDIATAMENTE À JUNTA MÉDICA OFICIAL, composta por médicos da Polícia Federal, para avaliação do seu quadro clínico, necessidades para cumprimento da pena, bem como sobre a necessidade de transferência para o hospital penitenciário”. Além disso, permitiu “à defesa e à Procuradoria-Geral da República a indicação de assistentes técnicos e a apresentação de quesitos no prazo de 24 horas”.
Na última sexta-feira, 16, em resposta à decisão de 15/1/2026, a defesa indicou como assistente técnico o médico Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento clínico de Bolsonaro, e apresentou quesitos a serem submetidos à junta médica oficial.
Na decisão desta segunda, além de homologar a indicação, Moraes determinou o encaminhamento de cópia dos quesitos formulados pela defesa à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, para que sejam respondidos pelos peritos.
A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, informou que “não tem quesitos complementares a formular”, requerendo vista dos autos após a apresentação do laudo pericial.
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