Bolsonaro e Valdemar poderão conversar em missa
"Terão de se abster de manter qualquer diálogo acerca das investigações em curso", decidiu Moraes sobre missa de sétimo dia de mãe de Valdemar
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ter contato com o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, na missa de sétimo dia da mãe do dirigente do PL.
A defesa do ex-presidente entrou com um pedido no STF para Bolsonaro poder ir à cerimônia na Catedral de Mogi das Cruzes, na próxima segunda-feira.
Na decisão, Moraes afirmou que Bolsonaro e Valdemar terão de se “abster de manter qualquer diálogo acerca das investigações em curso, reafirmando, assim, seu pleno respeito às determinações judiciais.”
Moraes já havia autorizado, na terça-feira, 3, que Bolsonaro fosse ao velório da mãe de Valdemar.
Segundo Bolsonaro, o tardio horário de autorização impediu o seu comparecimento e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro foi em seu lugar:
“O Min Alexandre de Moraes autorizou somente às 13h55 a ida de Jair Bolsonaro ao velório da mãe de Valdemar da C. Neto, presidente do PL.
Pelo horário Bolsonaro ficou impedido de comparecer. Por seu advogado ele agradece a liminar e peticiona no sentido de comparecer na missa de 7° dia.
Michelle está representando Bolsonaro em Mogi das Cruzes/SP. Que Deus, em sua infinita bondade, acolha a senhora Leila e conforte seus familiares“, escreveu o ex-presidente no X.
Impedidos de manter contato
Bolsonaro e Valdemar estão proibidos de manter contato por ordem de Alexandre de Moraes.
Os dois estão entre os 37 indiciados pela Polícia Federal (PF) no relatório sobre tentativa de golpe de Estado.
A dupla, contudo, simulou em vídeo, divulgado pelo partido em 13 de novembro, uma conversa online que estão proibidos de manter por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) desde fevereiro.
“Valdemar, estou com saudades de você”, diz Bolsonaro olhando para a câmera.
O presidente do PL responde, após edição de vídeo: “Oh, velho! Eu também! Estamos juntos”.
“Um abraço, Valdemar!”, replica o ex-presidente.
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