“Bolsonaro e Master são uma coisa só”, diz Haddad
Ex-ministro apontou aproximação entre ex-integrantes do governo Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro
O pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) comentou nesta quinta-feira, 14, a troca de mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo Haddad, o Banco Master e os políticos com sobrenome Bolsonaro são “uma coisa só”.
“Não existe uma possível relação entre os Bolsonaro e o Master. É uma coisa só. É uma coisa só. O Daniel Vorcaro foi autorizado a operar pelo presidente do BC indicado pelo Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro recebeu doação de campanha, né? O Tarcísio de Freitas recebeu do campanha do Daniel Vorcaro. Você tem o ministro da Casa Civil com relação com o Daniel Vorcaro. O ministro da Secom do Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro. A ministra da SRI do Jair Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro.
Tem focinho de porco, rabo de porco, orelha de porco. Do que se está falando? Toda relação do Daniel Vorcaro é com o governo Bolsonaro. Inclusive na chamada emenda Master, que aumentava a garantia do FGC e que ia quebrar o sistema financeiro, né, e que foi abortada por esse governo. Nosso governo abortou a votação da Emenda Master, que teria sido aprovada se o Bolsonaro fosse presidente da República. Então, e nós estamos tentando tapar só com a peneira. Vorcaro é rebento do governo Bolsonaro.”
Flávio e Vorcaro
O site The Intercept Brasil divulgou um áudio em que Flávio cobra Vorcaro por pagamentos destinados à produção do longa que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na gravação, Flávio expressa receio de que a produção acabasse dando “calote” no ator Jim Caviezel, protagonista do filme, além do diretor Cyrus Nowrasteh e demais profissionais estrangeiros contratados.
Eis a íntegra da transcrição do áudio, gravado e enviado por Flávio em 8 de setembro de 2025.
“Irmão, preferi mandar um áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente tá passando por um dos momentos mais difíceis das nossas vidas, né? Não sei como vai ser tudo daqui para frente, como tudo vai acabar, mas tá na mão de Deus aí. Você eu sei que tá passando por um momento dificílimo aí também. Essa confusão toda, né. Você sem saber como vai caminhar isso tudo…
E, apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né. Imagina a gente dando calote num Jim Cavieziel [ator principal], num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme]… os caras renomadíssimos no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir nesse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.
Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel… Porque a gente precisa saber o que que faz da vida, cara, porque já tem muita conta para pagar esse mês, e o mês seguinte também. E agora que é reta final a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos, porque se não a gente perde tudo, cara. Todo o contrato. Perde ator, diretor, perde equipe, perde tudo. Se puder me dar um toque aí, irmão, abração.. fica com Deus.”
Leia também: Flávio Bolsonaro defende CPI do Banco Master após divulgação de áudios
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Comentários (2)
Junior
15.05.2026 05:57E o Jacques Wagner...que partido ele pertence?
Osmair Mendonça
14.05.2026 19:03E porque o PT não apoia e assina a CPMI do Master, hipócrita ?