Bolsonaro admite ter usado ferro de solda em tornozeleira eletrônica
O ex-presidente da República teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moras após violação do dispositivo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu a policiais na madrugada deste sábado, 22, que fez uso de ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, segundo um memorando do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) do Distrito Federal.
O ex-presidente da República teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após violação do dispositivo. A prisão é cautelar e não marca o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de detenção à qual Bolsonaro foi condenado na ação penal do golpe de Estado.
“Às 00h07m do dia 22/11/2025 o Sistema de Monitoração gerou alerta indicando violação do dispositivo. Imediatamente, a equipe de escolta posicionada nas imediações da residência do monitorado foi acionada, assim como a Direção da Unidade. Os policiais penais realizaram contato imediato com o réu solicitando que se apresentasse para verificação do equipamento. Paralelamente, a Diretora Adjunta do CIME se deslocou até o local para análise presencial da situação“, diz o memorando do Cime.
Segundo o documento, a informação inicial recebida pelos escoltantes era que Bolsonaro havia batido o dispositivo na escada.
“No momento em que esta Policial chegou ao local o acesso foi rapidamente viabilizado pelo
próprio réu. Após autorizada a entrada no recinto buscamos um espaço com boa iluminação e energia elétrica, disponível já na sala principal da edificação. Diferente do que havia sido informado inicialmente, a tornozeleira não apresentava sinais de choque em escada. O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria”.
Conforme o Cime, havia marcas de queimadura em toda a circunferência da tornozeleira. “No momento da análise o monitorado foi questionado acerca do instrumento utilizado. Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, prossegue. Posteriormente, houve a substituição do dispositivo.
Confira a íntegra do memorando:
O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica monitora remotamente o réu desde 18/07/2025, através de tornozeleira eletrônica.
Ocorre que às 00h07m do dia 22/11/2025 o Sistema de Monitoração gerou alerta indicando violação do dispositivo.
Imediatamente, a equipe de escolta posicionada nas imediações da residência do monitorado foi acionada, assim como a Direção da Unidade.
Os policiais penais realizaram contato imediato com o réu solicitando que se apresentasse para verificação do equipamento.
Paralelamente, a Diretora Adjunta do CIME se deslocou até o local para análise presencial da situação.
A informação inicial recebida pelos escoltantes era que o monitorado havia batido o dispositivo na escada.
No momento em que esta Policial chegou ao local o acesso foi rapidamente viabilizado pelo próprio réu.
Após autorizada a entrada no recinto buscamos um espaço com boa iluminação e energia elétrica, disponível já na sala principal da edificação.
Diferente do que havia sido informado inicialmente, a tornozeleira não apresentava sinais de choque em escada.
O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Haviam marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case.
No momento da análise o monitorado foi questionado acerca do instrumento utilizado.
Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento.
Informamos, ainda, que não foram identificados sinais de avaria na pulseira da tornozeleira.
O equipamento número de série 85916 foi então substituído.
A tornozeleira eletrônica n. 85903 foi instalada. Após confirmação de funcionamento regular, captação contínua de sinal e teste de tração, o monitorado foi liberado para retornar ao repouso.
O dispositivo violado foi então recolhido e a equipe de escolta retornou para posto de vigilância externo à residência
Permanecemos à disposição para outros esclarecimentos.
Respeitosamente,
RITA GAIO
Diretora Adjunta CIME/SEAPE
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Comentários (3)
Fabio B
22.11.2025 16:39Não tem o que argumentar, o vagabundo tentou mesmo violar a tornozeleira, nem ele nega. Tem que prender mesmo e jogar a chave fora.
Márcio Roberto Jorcovix
22.11.2025 16:38E não há motivo para prisão preventiva? Ele quer remover a tornozeleira para dar um passei na praia ??
Eliane ☆
22.11.2025 16:33Que horror, como pode ser tão aloprado,tão "orelhudo".Esses Bolsonaro são totalmente BURROS!