Bolsonaristas convocam “Caminhada pela Anistia”
Ato contará com familiares de réus e presos do 8 de janeiro
Parlamentares bolsonaristas convocaram uma “Caminhada pela Anistia” para a próxima terça-feira, 7, em Brasília. O ato contará com a presença de familiares de réus e presos do 8 de janeiro de 2023.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, deputados federais e senadores aparecem chamando os apoiadores para a manifestação.
“7 de outubro, terça-feira, em Brasília. A partir das 16 horas, com saída em frente à Catedral. Caminha da anistia. Os artistas são as famílias das pessoas injustiçadas”, diz o pastor Silas Malafaia, em trecho do vídeo, debochando do ato realizado por artistas da MPB contra a PEC da Blindagem, em Copacabana, no último domingo, 21.
“As famílias dos prisioneiros políticos que estão sofrendo estarão nessa caminhada. E eles precisam, mais do que nunca, do nosso apoio”, afirma Gustavo Gayer (PL-GO).
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diz se tratar da “reta final” da tramitação da anistia no Congresso.
“Os deputados precisam ver a nossa força e ouvir a nossa voz em Brasília. Você é o nosso artista, você é a estrela do filme da vida real, que vai pras ruas de graça porque tem coração”.
Também aparecem na gravação a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, os deputados Sóstenes Cavalcante, Bia Kicis e Nikolas Ferreira, além dos senadores Magno Malta e Rogério Marinho.
Haverá anistia?
O relator do PL da Anistia, que virou PL da Dosimetria, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou nesta sexta-feira, 26, que a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado, pode sofrer uma redução de sete a 11 anos.
Em entrevista ao UOL News, o parlamentar descartou uma “anistia ampla geral e irrestrita”.
“O que eu vou fazer é uma redução de penas, vou mexer com o Código Penal, garantindo que essas pessoas que estão presas possam sair. É um relatório geral que beneficia as pessoas que estão presas, as pessoas que estão em casa com tornozeleira e as pessoas que saíram do País com medo de ser presas. Todas essas pessoas vão poder voltar à sua vida normal, do meu ponto de vista, na medida que a gente vai reduzir as penas”, afirmou.
Para Paulinho da Força, uma anistia poderia ser barrada pelo Senado Federal ou Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não adianta a gente querer trabalhar na anistia hoje, porque ela não vai andar no Senado e, se andar, o Supremo (Tribunal Federal, STF) vai derrubar. Então, nós vamos ficar cinco ou seis meses brigando por isso, o país parado, e a gente não consegue sair dessa situação”, disse.
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Comentários (2)
Mariade
26.09.2025 22:24Que comentário indecente.
Fabio B
26.09.2025 21:10Plena terça-feira é ato de vagabundo, mas pela faixa etária, deve ser só velho caduco mesmo...