Bolsa Família maior não muda intenção de voto em Lula, mostra pesquisa
Pesquisa BTG/Nexus foi realizada após aumento do benefício e o anúncio de canetas para emagrecimento no SUS
As medidas anunciadas pelo governo Lula (PT) a poucas semanas do primeiro turno ainda não produziram mudança na intenção de voto do presidente entre os beneficiários do Bolsa Família. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 21, mostra que 64% dos eleitores que recebem o benefício ou vivem com alguém atendido pelo programa dizem votar no petista no primeiro turno, o mesmo percentual registrado na rodada anterior.
O resultado foi medido depois do anúncio, na quinta-feira, 17, do reajuste de 15,04% do Bolsa Família. O piso mensal passou de 600 para 691 reais, enquanto o benefício médio subirá de 675 para 777 reais a partir de outubro. A nova rodada da pesquisa ouviu 2.006 eleitores entre sexta-feira, 18, e domingo, 20.
Entre os beneficiários, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) oscilou de 20% para 17%. A pesquisa anterior havia sido realizada antes do anúncio do reajuste. No conjunto dos eleitores, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37% de Flávio.
O reajuste do Bolsa Família foi anunciado no mesmo dia em que Lula defendeu a oferta gratuita de canetas para emagrecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Durante agenda em Minas Gerais, o presidente afirmou que o medicamento deverá ser destinado a pessoas com obesidade, com acompanhamento médico, e defendeu que o tratamento seja combinado com reeducação alimentar e exercícios físicos.
O governo ainda não detalhou, no anúncio, qual medicamento será distribuído, quais critérios serão adotados para definir os pacientes, quando a oferta começará nem qual será o custo da medida. Lula também disse que os médicos deverão avaliar a indicação do tratamento, rejeitando a distribuição indiscriminada dos medicamentos.
O reajuste do Bolsa Família terá impacto estimado de 5,8 bilhões de reais em 2026 e 22,7 bilhões de reais em 2027, segundo o governo. Já a pesquisa BTG/Nexus ouviu eleitores por telefone, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00485/2026.
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