Barulho de ar-condicionado em cela de Bolsonaro é “técnica de tortura”, diz Flávio
Senador confirmou que o pai pediu um abafador para usar na sala de Estado-Maior na PF por causa do barulho gerado pelo equipamento
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar nesta quinta-feira, 15, as condições em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se encontra na sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. O político afirmou que o ruído produzido pelo ar-condicionado central é “técnica de tortura“ aplicada contra o político.
Flávio deu a declaração após visitar Jair na prisão. “Estamos aguardando a decisão sobre mais um pedido de domiciliar humanitária para ele. Ele pediu um abafador por causa do som enlouquecedor a que ele é submetido ali por quase 12 horas por dia, de 7h a 19h, e é inacreditável como é que num prédio desse tamanho não tenha outra sala onde não tenha esse ruído que ele seja obrigado a ficar ali o dia inteiro, um zumbido no ouvido dele. Isso é técnica de tortura, não tem outra palavra fofinha para dar para o que estão fazendo com ele aqui“, falou o senador
Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal do golpe de Estado.
Nesta semana, a defesa voltou a pedir à Corte a concessão de prisão domiciliar humanitária. Até o momento, não há decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Eleições de 2026
Ainda nesta quinta, Flávio afirmou que não vai recuar da sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026 e minimizou a publicação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-PB), e a curtida dela a um comentário sobre Tarcísio.
Nesta semana, Michelle divulgou no Instagram um vídeo do governador, em que ele faz críticas à condução econômica do governo Lula e à gastança estatal, e curtiu um comentário da primeira-dama de São Paulo, Cristiane Freitas, dizendo que “nosso país precisa de um novo CEO“ – em referência ao chefe do Executivo paulista.
Flávio foi questionado sobre essas ações de Michelle na entrevista coletiva. “Eu pratico aquilo que eu falo, que é a união. E é o que eu vou continuar buscando sempre, porque esse é o caminho. E eu tenho certeza que em algum momento aí, eu não vou ficar cobrando em qual o tempo de cada um eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha, o fato é que está longe a campanha eleitoral ainda”, afirmou o congressista.
“As pessoas têm o tempo dela, e eu não vou ficar cobrando ninguém. Eu estou fazendo a minha parte, é o que eu vou continuar fazendo, eu acho que todo mundo tem que buscar se unir, e é isso que eu estou não apenas falando, mas praticando”.
O senador negou que exista algum racha na base bolsonarista em relação a sua pré-candidatura e disse que não conversou com Michelle após a curtida dela.
“O fato é que tem uma situação concreta que está colocada. Eu sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro, eu já havia falado, ninguém acreditava. Precisou ter uma carta escrita e assinada por ele dizendo que está indicando o filho para essa missão, que é uma coisa que eu nunca costurei, nunca procurei, não rodei o Brasil por isso, não corri atrás de ser pré-candidato”, pontuou.
“Mas Deus quis, eu entendo como um projeto de Deus, e usou o meu pai para tomar essa decisão. Eu acho que, modéstia parte, estou indo bem. As pesquisas, até aquelas que eu tenho desconfiança mostram um crescimento rápido, consolidado, e que não vai ter outra possibilidade de candidatura. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta, não tem página virada“.
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