Barroso: julgamentos de Bolsonaro e do 8/1 “trazem algum grau de tensão
"É imperativo o julgamento, porque o país precisa encerrar o ciclo em que se considerava possível a quebra da legalidade", disse o ministro do STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda, 25, que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos demais réus por tentativa de golpe de Estado traz “algum grau de tensão para o país”.
“Nós vivemos esse momento tenso, inevitável, do julgamento do 8 de janeiro e dos julgamentos do que, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, teria sido uma tentativa de golpe de Estado. É evidente que esses episódios trazem algum grau de tensão para o país”, disse o ministro, durante evento em que recebeu a medalha Raymundo Faoro, concedida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O ministro destacou que Bolsonaro obteve 49% dos votos nas eleições de 2022, em que foi derrotado por Lula (PT), e afirmou haver “uma quantidade de pessoas que têm simpatia” pelo ex-presidente.
“É imperativo o julgamento, porque o país precisa encerrar o ciclo em que se considerava possível a quebra da legalidade”, disse Barroso, acrescentando:
“Se tiver prova, o resultado é um; se não tiver prova, o resultado é outro”.
Julgamento marcado
O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 2 de setembro o início do julgamento da ação penal que apura a atuação do “núcleo 1” na suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.
Pela decisão do ministro Cristiano Zanin, desta sexta-feira, 15, as sessões extraordinárias serão realizadas nos dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, das 9h às 12h.
No dia 12, haverá uma sessão extraordinária também das 14h às 19h.
Nos dias 2 e 9, serão feitas sessões ordinárias das 14h às 19h.
Além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) outros sete réus serão julgados: o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); o almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno; o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência da República Mauro Cid; o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira; e o general da reserva e ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto.
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Comentários (1)
Clayton De Souza pontes
25.08.2025 21:06Essa turma vai puxar uma cana legal. Queria que o STF tivesse essa visão punitivista no caso do Lula também, pego por corrupção na Lava Jato