Banco Central cria ferramenta para evitar golpes bancários
Banco Central introduz Mecanismo Especial de Devolução no Pix para combater fraudes. Saiba como funciona e as melhorias previstas.
O Banco Central do Brasil tem trabalhado intensamente para aumentar a segurança e a confiança no sistema de pagamentos instantâneos conhecido como Pix. Em um esforço para proteger os usuários contra fraudes e golpes, foi desenvolvida a Normativa BCB 589, que estabelece diretrizes para a experiência do usuário, incluindo a implementação obrigatória do Mecanismo Especial de Devolução (MED) nos aplicativos das instituições financeiras. Essa nova exigência torna-se obrigatória a partir de 1º de agosto de 2025.
O MED permite que os usuários registrem reclamações de forma automática ao identificar transações fraudulentas. Anteriormente, esse processo precisava ser iniciado pelo próprio correntista, junto ao banco, mas agora pode ser feito diretamente através de uma funcionalidade no aplicativo. Essa mudança visa acelerar o processo de bloqueio de valores nas contas dos destinatários suspeitos e aumentar as taxas de recuperação de dinheiro para as vítimas.
Como funciona o Mecanismo Especial de Devolução?
O objetivo principal do MED é oferecer uma solução ágil e eficaz para reverter transações suspeitas de fraude. Quando um usuário percebe que foi vítima de um golpe, ele pode acionar o mecanismo através do aplicativo de seu banco. Essa iniciativa evita a necessidade de interação humana inicial, permitindo que o processo de ressarcimento comece de forma automatizada.
Além disso, é importante destacar que o MED não deve ser usado para disputas comerciais, como arrependimentos de compra. O foco do mecanismo é exclusivamente proteger os usuários em situações de fraude. As instituições financeiras deverão garantir que os clientes estejam devidamente informados sobre essa limitação, para evitar confusões ou expectativas inadequadas sobre os usos do MED.
Quais melhorias são esperadas com o MED 2.0?

O Banco Central está desenvolvendo melhorias contínuas no sistema, com a introdução de um MED 2.0. Uma das principais atualizações esperadas é a capacidade de rastrear e bloquear o dinheiro por meio de várias contas utilizadas em esquemas fraudulentos. Atualmente, apenas a primeira conta receptora do valor pode ser bloqueada, mas a evolução do sistema visa ampliar essa capacidade de rastreio.
Essa ampliação da segurança é uma resposta ao aumento das fraudes de engenharia social, onde criminosos manipulam as vítimas para obterem informações sensíveis e realizar transferências não autorizadas. Com o MED 2.0, a expectativa é que o monitoramento seja mais abrangente, aumentando significativamente as chances de recuperação dos valores roubados.
Quais são as implicações para as instituições financeiras?
A normativa também requer que as instituições financeiras facilitem o acesso ao ambiente Pix em seus aplicativos. Este acesso deve estar visível de forma destacada nas telas de login ou logo após, assegurando que os usuários possam acessar rapidamente todas as funcionalidades, incluindo a iniciação de pagamentos via diferentes métodos, como chaves Pix, QR Codes, e o Pix Copia e Cola.
Dessa forma, espera-se que as instituições aprimorem suas interfaces e garantam que os usuários tenham acesso fácil e rápido às ferramentas necessárias para registrar qualquer evento suspeito, fazendo do Pix um meio de pagamento ainda mais seguro e confiável para todos.
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