Bacellar “está confiante de que a Alerj não refenderá prisão”, diz defesa
Advogado afirma que decisão foi "totalmente desproporcional"
Bruno Borragine, advogado do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), preso nesta quarta, 3, pela Polícia Federal (PF), afirmou que o parlamentar acredita que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) deverá suspender a detenção do presidente afastado da Casa.
A defesa considerou a prisão “totalmente desproporcional”.
“Conversei rapidamente com ele [Rodrigo Bacellar]. Ele está bem. Está confiante de que amanhã a Assembleia Legislativa não vai referendar a prisão. A defesa ainda não teve acesso à íntegra da decisão que decretou a prisão dele, mas consideramos que prisão se apresenta totalmente desproporcional, já que Rodrigo não praticou nenhuma conduta ativa para tentar burlar a Justiça e o processo. E nem muito menos para auxiliar nem vincular o perdimento ou destruição de provas”, disse a defesa, na saída da saída da Superintendência da PF no Rio.
A manutenção ou revogação da prisão precisa ser analisada inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj.
Após a votação pelos sete integrantes do colegiado, o parecer do presidente da comissão, deputado Rodrigo Amorim (União Brasil), será submetido ao plenário, onde os 70 parlamentares decidirão se confirmam ou derrubam a detenção.
Garotinho
Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, celebrou nas redes sociais a prisão preventiva de Bacellar.
As famílias Garotinho e Bacellar travam uma disputa política histórica em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
No entanto, Garotinho já havia alertado sobre a possibilidade da Alerj se reunir para “decretar a soltura” de Bacellar, assim como ocorreu em 2017, quando a Casa votou pela soltura dos deputados Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB.
Prisão de Bacellar
Bacellar foi preso nesta quarta, 2, suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que culminou na prisão do ex-deputado estadual TH Joias em setembro.
Além da prisão preventiva, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão e um mandado de intimação para cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão.
Segundo a PF, a “atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun”.
Leia mais: Presidente da Alerj orientou TH Joias a fugir e destruir provas, diz PF
Leia mais: O ’01’ do TH Joias
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Annie
04.12.2025 08:46Mais um para conta do RJ.
Denise Pereira da Silva
03.12.2025 20:26Sou carioca e já passou muito da hora de desmantelar esse antro de políticos e agentes políticos que atuam “profissionalmente” na Alerj. A Operação Furna da Onça foi abafada e desmantelada. A Alerj é uma vergonha para o Rio de Janeiro.