Avaliação negativa do governo Lula sobe para 50,8%, puxada pela segurança e economia
Dados divulgados pelo Instituto AtlasIntel mostram que a avaliação positiva do governo se manteve estável em 37,6%
Em fevereiro, a avaliação negativa do governo Lula aumentou para 50,8%, um crescimento de quatro pontos percentuais em relação a janeiro, quando era de 46,5%. O dado é de uma pesquisa AtlasIntel, encomendada pela Bloomberg. Em dezembro de 2023, o percentual era de 44,6%.
Por outro lado, a avaliação positiva do governo, classificada como “ótima” ou “boa”, se manteve estável em 37,6%. Foi registrada uma leve queda em relação a janeiro, quando esse índice foi de 37,8%. Em dezembro, esse número era de 40,8%. A avaliação “regular” também sofreu queda, passando de 15,6% para 11,3%.
A pesquisa também revelou que a desaprovação ao governo passou de 51,4% em janeiro para 53% em fevereiro, enquanto a aprovação caiu de 45,9% para 45,7%. Esse padrão de mais críticas do que elogios também tem sido observado por outros institutos, como Datafolha e Quaest.
A pesquisa foi realizada entre 24 e 27 de fevereiro com 5.710 eleitores por meio da internet. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
Economia
No campo econômico, a gestão do governo tem enfrentado críticas, especialmente em relação a temas como “imposto e carga fiscal”, que foram avaliados negativamente por 62% dos entrevistados. A política fiscal e o controle de gastos também foram considerados “ruins” ou “péssimos” por 60%.
Segurança
O tema da segurança pública foi amplamente criticado, com 60% dos participantes considerando a atuação como “ruim” ou “péssima”. A violência é uma preocupação central para 91,4% dos entrevistados. A pesquisa revelou que 73,2% acreditam que a criminalidade está “piorando” no país, enquanto apenas 11,9% acham que está “melhorando”.
Um total de 48,4% dos entrevistados consideraram a atuação do governo sobre a segurança pública “muito ruim”, 15,1% a avaliaram como “ruim” e 21,2% como “regular”. Apenas 15,3% aprovaram a gestão, classificando como “boa” ou “muito boa”.
Direitos humanos
O governo teve um desempenho mais positivo em outras áreas, como “direitos humanos e igualdade racial”, que foram avaliados como “ótimos” ou “bons” por 42% dos entrevistados.
As políticas sociais e de redução da pobreza e as relações internacionais também receberam boa avaliação, com 40% de aprovação. A criação de empregos e o ambiente de negócios foram classificados como “bons” ou “ótimos” por 41%.
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