Aumenta pressão por indicação de ‘ministra mulher’ no lugar de Barroso
Nesta terça-feira, 14, a cantora Anitta também passou a defender publicamente a indicação de uma mulher para o cargo
Movimentos sociais, entidades ligadas ao PT e até artistas intensificaram a campanha para que o presidente Lula indique uma mulher no lugar do ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Barroso confirmou nesta segunda-feira seu pedido de aposentadoria.
Na prática, ele permanece em atividade até a próxima sexta-feira, 17, quando encerra oficialmente sua trajetória na Corte.
Na semana passada, entidades como o Fórum Justiça, Plataforma Justa e Themis – Gênero e Justiça divulgaram uma lista com 13 nomes de mulheres que contemplariam o pleito dos movimentos sociais.
Entre eles, estão, por exemplo, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edilene Lobo, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira e a presidente do Superior Tribunal Militar (STF), Maria Elizabeth Rocha.
Nesta terça-feira, 14, a cantora Anitta também passou a defender publicamente a indicação de uma mulher para o cargo. Ela publicou uma petição online em favor de uma mulher ministra.
“O Ministro do STF, Barroso, se aposentou, o presidente Lula terá que indicar um novo nome. Eu como cidadã gostaria de deixar pública minha torcida pra que seja uma mulher”, disse a cantora.
Apesar disso, o presidente Lula tem dado indicativos de que o critério de gênero não deve ser levado em consideração na sua escolha.
“Eu quero uma pessoa — não sei se mulher ou homem, não sei se preto ou branco — que seja gabaritada para ser ministra da Suprema Corte. Eu não quero um amigo, eu quero um ministro da Suprema Corte que terá como função específica cumprir a Constituição brasileira”, disse Lula em entrevista coletiva nesta segunda-feira durante sua passagem por Roma.
Segundo integrantes do Palácio do Planalto, a expectativa é que o petista indique ainda essa semana o substituto de Barroso.
Em manifestações públicas, Barroso disse que pretende usar o próximo ano para refletir sobre os rumos de sua trajetória pessoal.
“No ano que vem, eu vou começar a pensar na minha vida. Mas eu não tenho nenhum projeto delineado. Eu apenas tive uma sensação no meu coração de ter cumprido um ciclo da minha vida. A vida é feita de ciclos, e eu achei que tinha feito o que podia fazer e que era hora de abrir espaço para pessoas que venham com outras ideias. Enfim, a vida é assim. A gente tem que saber ceder o lugar na hora certa.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
15.10.2025 08:24Acho bom que as feministes cobrem do e seu amado e justo LULE que cumpra uma promessa de campanha, já que outras ele tem escapado de cumprir.