Aumenta chance convocação de Frei Chico para depor na CPMI do INSS
Na visão dos integrantes do colegiado, o Sindnapi tem sido blindado por integrantes da Polícia Federal (PF)
Após o depoimento frustrado de Milton Baptista de Souza Filho, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), durante depoimento à CPMI do INSS desta quinta-feira, 9, integrantes do colegiado passaram a defender a convocação do vice-presidente da entidade, Frei Chico, irmão do presidente Lula.
Na visão dos integrantes do colegiado, o Sindnapi tem sido blindado por integrantes da Polícia Federal (PF) e o próprio habeas corpus concedido pelo ministro do STF Flávio Dino, em favor de Milton Baptista Filho, reforça as suspeitas contra a entidade.
Na sessão desta quinta-feira, Milton Baptista Filho, conhecido como “Milton Cavalo”, se negou a responder aos questionamentos dos senadores. A única vez que ele se pronunciou foi durante uma intervenção do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Comunicação do Governo Lula. Na visão de integrantes do colegiado, houve “jogo combinado”.
Por isso, integrantes da CPMI acreditam que é hora de chamar o irmão do presidente Lula a depor.
“Diante do silêncio que foi colocado hoje sobre a participação do senhor vice-presidente do sindicato em relação às ações do sindicato, pela quantidade de dinheiro que foi sacado na boca do caixa pelos membros do sindicato, pelo esquema que foi montado por conta do desvio do dinheiro que foi descontado indevidamente dos aposentados, eu entendo que é urgente que coloquemos em votação a convocação do chamado Frei Chico, irmão do presidente Lula“, declarou Carlos Viana, em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira.
Senadores lamentam depoimento de presidente do sindicato de Frei Chico
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) lamentou a postura do depoente e destacou a importância da continuidade dos trabalhos da comissão continuar.
“É dever deste Parlamento investigar até o fim, identificar os responsáveis e exigir punição exemplar”, declarou a senadora.
Também crítica à conduta de Baptista, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ressaltou que a investigação da CPMI vai além dos depoimentos presenciais.
“A quebra de sigilo já chegou; a sua está incompleta, mas a do sindicato já chegou — milhares de páginas. Nosso time está debruçado sobre cada linha de cada página. Nós vamos ajudar muito a Polícia Federal nessa investigação, e não vamos nos limitar à investigação da Polícia Federal”, disse Damares.
“Estou frustrado. Onde vamos parar?”, questionou o senador Eduardo Girão (Novo-CE).
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Comentários (1)
Eliane ☆
10.10.2025 15:21Qual ministro d vai conceder o direito a ficar calado (HC) ?