Augusto Cury sugere Tarcísio como primeiro-ministro
Presidenciável afirmou que o país precisa reduzir os poderes do presidente e ampliar a responsabilidade pela gestão do governo
O candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante), afirmou nesta segunda-feira, 17, que o Brasil vive um sistema de governo parlamentarista e defendeu que o país deveria ter um primeiro-ministro como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Não dá mais para termos um país presidencialista, onde o presidente é o superpresidente. Ele interfere em todas as áreas: economia, política externa e milhares de problemas para ser resolvido no dia-a-dia. Todos os países que se desenvolveram ou foram semipresidencialistas, com um presidente como chefe de Estado e um primeiro-ministro, ou parlamentaristas de fato”, disse ao portal Metrópoles.
“Eu gosto muito do Tarcísio e acho que deveria ter alguém no nível dele para ser um primeiro-ministro. E o presidente nos estratégicos, forças armadas e políticas externas. Assim, certamente, o Brasil será um país muito mais moderno”, acrescentou.
Segundo Cury, o primeiro-ministro cuidaria da “gestão, até para administrar o orçamento que é cooptado pelo Congresso e com indicadores de eficiência, porque não adianta só parlamentares terem uma parte do orçamento”.
Plano de governo
Na última semana, Cury cadastrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seu plano de governo.
Em três momentos, o texto afirma que ele é o “psiquiatra mais lido do mundo“.
Sua candidatura é tratada como um gesto de voluntarismo para curar a dor alheia.
“Por que eu, que sou publicado em mais de 90 países, considerado o psiquiatra mais lido do mundo, e que poderia viver confortavelmente em qualquer um destes países, coloquei-me como candidato à Presidência da República, em um ambiente tão tóxico e que, sinceramente, não amo? Porque aliviar a dor dos brasileiros é mais importante do que o meu conforto. E porque a omissão daqueles que podem contribuir é mais cruel do que a ação dos radicais e daqueles que procuram destruir…“, diz o texto.
Cury lista uma série de filósofos de maneira apressada e descontextualizada, como se tudo o que eles produziram convergisse para sua própria tese.
“Kant diria que a maturidade humana começa quando temos coragem de usar o próprio entendimento. Nietzsche advertiria que multidões podem transformar a covardia em virtude e o ódio em identidade. Heidegger perguntaria se estamos vivendo de forma autêntica ou apenas repetindo os discursos impessoais do ‘se diz’, ‘se pensa’ e ‘se odeia’. Viktor Frankl lembraria que nenhuma ideologia pode retirar do ser humano seu sentido existencial mais íntimo: escolher, corajosamente, sua atitude diante das circunstâncias. Tolstói nos recordaria que a paz social começa na reforma íntima, na capacidade do Eu — especialmente do político — de ver o outro apenas como um adversário de ideias, e não como um inimigo a ser abatido. Gandhi proporia uma resistência pacífica para que a paz falasse mais alto do que as armas e os ataques pessoais, reconstruindo uma nação. Martin Luther King iria às ruas de Brasília, conduzindo líderes que hoje se digladiam a lutar pelo mais nobre dos sonhos: a família brasileira, mitigando a guerra de egos e transformando as divergências na beleza da democracia. E eu, Augusto Cury, inspirado por todas essas teses, proporia um pacto nacional para mudar a mente do confronto para a cultura da paz. Viveríamos a tese de que, na essência, somos iguais e trabalharíamos em conjunto — direita, centro e esquerda —, enquanto, nas diferenças, aprenderíamos a nos respeitar.”
Siga a leitura em Crusoé: Divirta-se com o plano de governo de Augusto Cury
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Comentários (1)
Pedro Boer
18.08.2026 10:53Os grandes filósofos não puderam imaginar um país onde o presidente tem amplos poderes mas é asfixiado pelo legislativo no que tange a economia e arrecadação com suas famigeradas emendas e ambos "legislativo" e "executivo"; são dominados pelas 11 MAJESTADES do STF. O Brasil definitivamente tem um sistema de governo esquisofrênico.