Ato de Flávio Bolsonaro na Paulista reúne 71,9 mil pessoas, estima USP
Estimativa não pode ser comparada à do ato pró-Lula na semana passada, já que a campanha petista não autorizou o uso de drones
O ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista reuniu cerca de 71,9 mil pessoas no horário de pico neste domingo, 18, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da More in Common. A manifestação ocorreu a uma semana do segundo turno da eleição presidencial.
Com margem de erro de 12%, o cálculo aponta um público entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas às 12h20. A estimativa foi feita com imagens aéreas analisadas por um sistema de inteligência artificial.
Os pesquisadores selecionaram 28 fotografias tiradas às 12h20, que cobriram toda a extensão do ato sem sobreposição.
As imagens foram analisadas pelo método Point to Point Network (P2PNet), que identifica e marca as cabeças das pessoas para estimar o total de participantes.
Segundo a More in Common, a mesma metodologia é usada desde agosto de 2022 para calcular o público de manifestações políticas.
Não foi possível comparar diretamente o resultado com o ato pró-Lula realizado na Paulista no domingo anterior, pois a campanha petista não autorizou o uso de drones.
Discurso contra o PT
Durante o comício, Flávio afirmou que faltam sete dias para “livrar o Brasil do PT” e disse que, se eleito, receberá a faixa presidencial das mãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele”, disse o senador.
Ele também convocou os apoiadores a acompanhar o debate com Lula (PT), previsto para a noite deste domingo, na Band.
Clima de carnaval
Batizada de “Bloco 22”, a manifestação contou com trios elétricos, músicas adaptadas à campanha e palavras de ordem contra o PT.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos organizadores, puxou gritos contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ato reuniu ainda aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). A dispersão dos participantes se intensificou a partir das 13h30.
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