AtlasIntel: maioria vê crime dominando política e Justiça no Brasil
Para 52,7%, "alguns políticos são comprometidos em combater a criminalidade, mas a maioria não é"
Pesquisa Latam Pulse, divulgada nesta quinta-feira, 26, pela AtlasIntel, apontou que a maioria dos brasileiros vê o crime dominando a política e a Justiça no Brasil.
Conforme o levantamento, 91,5% dos entrevistados acreditam que “as organizações criminosas controlam esferas importantes da política e do sistema judicial”, ante 7,1% que acham que não.
Apenas 1,4% não soube responder.
Em fevereiro de 2025, o percentual de entrevistados que viam a dominância do crime nas esferas de poder era de 85,5%.
Questionados sobre quais medidas são mais importantes para reduzir a criminalidade no Brasil, 57,7% dos entrevistados apontaram que seria a adoção de “leis mais rigorosas sobre o crime”, 56,9% indicaram “acabar com a corrupção no judiciário e nas forças policiais” e 45% sugeriram “investimentos adequados nas forças policiais”, como efetivo, salário e equipamentos.
Criminalidade e eleições
Ao menos 62,8% dos entrevistados disseram que “o tema da criminalidade é importante, mas não é o único tema que considero”.
Cerca de 27,6% afirmaram que “políticas contra a criminalidade estão entre os principais fatores que determinam meu voto”.
Outros 8,2% responderam que “o tema criminalidade não influencia meu voto”, e apenas 1,4% disse que se importa “mais com outros assuntos políticos”.
Comprometimento político
A AtlasIntel perguntou se os entrevistados acham que a maioria dos políticos de seu país está genuinamente comprometida em reduzir o crime ou apenas usa o tema para obter ganhos políticos.
Para 52,7%, “alguns políticos são comprometidos em combater a criminalidade, mas a maioria não é”.
Por outro lado, 46,7% acham que “os políticos não se preocupam com o crime e apenas exploram o medo do público para fins eleitorais”.
Somente 0,3% acredita que a maioria dos políticos está “genuinamente comprometida em combater a criminalidade”.
A pesquisa
Para o levantamento, o instituto ouviu 4.986 respondentes por recrutamento digital aleatório entre 19 e 24 de fevereiro.
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Comentários (1)
Nossos políticos e até mesmo ministros competem com grande dedicação e competência com Fernandinho Beiramar e grandes cartéis do crime organizado!!!