AtlasIntel: 36% culpam o governo Lula pela disseminação das bets
O petista tem defendido o fim das apostas esportivas durante sua campanha eleitoral
Enquanto o presidente Lula (PT) criminaliza as apostas esportivas em sua campanha eleitoral, 36% dos brasileiros responsabilizam o seu governo pela disseminação das bets, conforme levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quarta-feira, 23.
Para 25,4% dos entrevistados, a disseminação é responsabilidade do governo Bolsonaro, enquanto 16,5% culpam o Congresso Nacional e 0,7%, o Supremo Tribunal Federal.
A culpa não é de nenhum deles para 6,4%.
Outros 15% não souberam responder.
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O que os brasileiros acham das bets?
A AtlasIntel perguntou aos entrevistados o que eles acham das apostas esportivas.
Ao menos 59,9% acham que as bets trazem “somente prejuízos” à sociedade e 28,6% avaliam que elas causam “mais prejuízos”.
Os que veem benefícios nas bets não chegam a 1% e os que acreditam em benefícios e prejuízos são 5,7%.
Pelo menos 4,9% dos entrevistados não souberam dizer.
Lula e as bets
O fim das bets tem sido defendido pelo governo Lula durante a campanha à releeição do petista.
Durante evento no Palácio do Planalto em setembro, ele classificou as apostas como uma “doença”.
“Estamos tomando decisões e logo, logo, vamos anunciar a decisão que a gente vai tomar em relação a isso porque é uma doença, não é um jogo. É a indução dos inocentes ao vício”, afirmou.
Em live nas redes, Lula disse que, se depender dele, as plataformas serão fechadas.
“Eu estou discutindo o que eu vou fazer com as bets. Se depender da minha vontade é fechar as bets […] Mas eu vou levar a sério todas as implicações que tem, porque é uma coisa incontrolável”, disse.
“Todo mundo tem a perspectiva de acertar na loteria, acertar alguma coisa. Isso acaba fazendo com que a juventude e também as pessoas mais velhas sejam convencidas, induzidas, a ponto de ficarem doentes e não conseguirem escapar”, afirmou.
Em junho, Lula assinou um decreto que regulamentou o bloqueio de contas e de transações financeiras de operadores ilegais de apostas. O Ministério da Fazenda estima que mais de 25 mil sites clandestinos foram bloqueados desde o ano passado.
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