Assessor de Janones é exonerado após invadir link da Globo News
Durante a sessão do Congresso, o cabo Gilberto Silva falava sobre o PL da Dosimetria em um debate com o deputado Lindbergh Farias
O assessor parlamentar Bernardo Moreira (foto), que trabalhava no gabinete do deputado federal André Janones (Rede-MG), foi exonerado após invadir um link da Globo News e interromper uma entrevista que estava sendo concedida pelo líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
Durante a sessão do Congresso desta quinta-feira, Silva falava sobre o PL da Dosimetria em um debate com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e Bernardo Moreira – que se intitula influenciador digital nas redes sociais – interrompeu a entrevista e disse. “Anistia é o car***lho*, Lula reeleito”.
Depois de invadir o link, Bernardo foi abordado por Policiais Legislativos e tentou intensificar o tumulto.
Nesta quinta, Gilberto Silva divulgou uma nota de repúdio em relação à postura do então empregado de Janones.
“Um funcionário público, pago com dinheiro público do contribuinte brasileiro, usou a estrutura desta Casa para atacar a oposição e tentar silenciar a imprensa”, declarou o parlamentar.
“Como um sujeito com esse perfil chegou a ocupar um cargo na Câmar? Quem indicou? Quem o protegia? Quantos outros militantes disfarçados de servidores estão hoje, neste momento, ocupando cargos pagos pelo contribuinte dentro desta Casa?”, questionou o líder da oposição.
A quitação do acordo de Janones com a Justiça
O deputado federal André Janones quitou o pagamento do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) firmado em março do ano passado.
Para se livrar da acusação de prática de rachadinha, o parlamentar aceitou pagar 157,8 mil reais. Os valores incluem ressarcimentos aos cofres públicos mais multas. Janones já quitou 11 das 12 parcelas do acordo. A última vence em 30 de abril.
Pelo acordo, o parlamentar se comprometeu a pagar uma entrada de 80 mil reais. O restante do valor, 77,8 mil reais, foram parcelados em 12 prestações de 6,4 mil reais.
Ao assinar o Acordo de Não Persecução Penal, Janones confessou, em audiência, que usou dinheiro de integrantes de seu gabinete.
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