Às vésperas da eleição, Haddad cobra STF por fim do sigilo no Master
Petista quer abertura das investigações antes do pleito e afirma que pode ser “tarde, muito tarde” para revelar os fatos
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, aproveitou a crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) para cobrar a abertura das investigações relacionadas ao Banco Master antes das eleições de 2026. A pressão ocorre a menos de um mês do início oficial da disputa eleitoral, marcado para 4 de outubro.
Em entrevista nesta terça-feira, 8, Haddad questionou por que o inquérito conhecido como Dark Horse permanece sob sigilo enquanto outras informações do caso vieram a público após o ministro André Mendonça retirar o segredo de Justiça de uma ação que envolve mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
“Por que o inquérito do Dark Horse não tem seu sigilo levantado? Para a política, é o mais importante, e por que não quebram o sigilo para sabermos o que está acontecendo?”, questionou ao jornal NovaBrasil.
O petista defendeu que todas as informações sobre as investigações sejam conhecidas antes do pleito. A cobrança ocorre em meio à disputa política em torno do caso Master e às acusações envolvendo diferentes grupos políticos.
“Sou a favor de saber tudo o que está acontecendo, tudo, antes das eleições. Porque pode ser tarde, muito tarde”, afirmou.
O inquérito Dark Horse investiga, entre outros pontos, o financiamento por Vorcaro da cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Haddad citou o caso para defender que outros procedimentos relacionados ao Banco Master também tenham os sigilos derrubados.
A posição de Haddad ocorre no momento em que o PT também pressiona o Supremo por maior transparência no caso. Na semana passada, o partido encaminhou uma petição ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo isonomia no tratamento das investigações relacionadas ao Banco Master.
O documento solicita que Mendonça adote uma “postura isonômica” nos processos e defende a derrubada dos sigilos das investigações envolvendo o banco e o financiamento da cinebiografia de Bolsonaro.
A ofensiva petista ocorre em meio à escalada da crise no STF, depois que Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. O episódio colocou em lados opostos ministros da Corte, integrantes do governo e grupos políticos que disputam espaço na eleição de 2026.
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