As preocupações de Cármen Lúcia sobre o impacto da IA nas eleições
Ex-presidente do TSE afirma que tecnologia pode comprometer a liberdade de escolha dos eleitores e interferir no processo democrático
A ministra Cármen Lúcia, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez novos alertas nesta terça-feira, 9, sobre os possíveis impactos da inteligência artificial (IA) nas eleições de outubro.
Segundo a ministra, a tecnologia pode comprometer a liberdade de escolha dos eleitores e interferir negativamente no processo democrático.
“Esse é o desafio da Justiça Eleitoral, do Poder Judiciário brasileiro e do Poder Judiciário em todo o mundo. Somos instados por aqueles que se acham prejudicados e pelas instituições que temem pela instabilidade do processo eleitoral”, disse a ministra ao participar de um debate sobre inteligência artificial e eleições.
Cármen alertou para a velocidade de propagação dos conteúdos produzidos por IA.
“Pelo fato da velocidade, quando a própria pessoa interessada diretamente tem ciência daquilo e toma providência de comunicar aos órgãos responsáveis que é preciso providência judicial, já se disseminou.”
“Se houver uma gama tão grande de dados falsos sobre determinadas pessoas que sejam candidatos, elegíveis e que possam comprometer essa elegibilidade, temos realmente o fator de desestabilização do direito das pessoas votarem com liberdade, crítica e escolha pessoal. Isso tudo feito por máquinas a partir das quais temos a mudança de comportamentos em detrimento das liberdades cívicas. E isso é gravíssimo, e inédito”, acrescentou.
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Comentários (1)
Pedro Boer
09.06.2026 16:55Bom mesmo rra aquela época em que a mentira era ao vivo nos comícios; né Carmem?