Apresentadora da GloboNews emociona em relato após tragédia
A história dela dialoga com alertas feitos há anos por organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres
A morte de Tainara Souza Santos, de 31 anos, em São Paulo, após ser atropelada e arrastada na Marginal Tietê por um ex-namorado, caso investigado como feminicídio, ganhou grande repercussão nacional especialmente após o relato emocionado da jornalista Natuza Nery sobre a brutalidade do crime.
Violência contra a mulher no Brasil em 2025
A violência contra a mulher no Brasil abrange agressões físicas, psicológicas, sexuais, morais e patrimoniais, muitas delas cometidas por parceiros ou ex-parceiros.
Dados de órgãos de segurança indicam que mulheres são mortas diariamente em situações classificadas como feminicídio, e o país segue entre os mais perigosos para elas no cenário internacional.
O caso de Tainara se insere nesse contexto de alta letalidade e reincidência de agressões, evidenciando como padrões de controle, ameaças e perseguição podem culminar em homicídios brutais.
A história dela dialoga com alertas feitos há anos por organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres.

Como o caso de Tainara Souza expôs o ciclo de agressões
Antes de feminicídios, muitas mulheres passam por um ciclo de violências que inclui humilhações, vigilância constante, isolamento e dependência financeira.
No episódio de Tainara, chamou atenção o fato de ela ter sido alvo de atropelamento seguido de arrastamento, em uma cena pública, filmada e amplamente compartilhada.
Especialistas destacam que esse tipo de crime costuma ser precedido por sinais que, muitas vezes, são percebidos por familiares, vizinhos ou colegas, mas não geram denúncia.
O caso reforça o alerta para que episódios de ameaça e agressão não sejam tratados como “assunto de casal”.
O relato de Natuza Nery sobre o feminicídio de Tainara
O relato de Natuza Nery, em rede nacional, deu contornos humanos ao caso ao descrever a brutalidade das imagens e o simbolismo do corpo de Tainara sendo arrastado, mesmo após tentar preservar sua intimidade.
A jornalista destacou o choque de assistir à violência extrema contra uma mulher em plena via urbana movimentada.
Natuza também ressaltou o aspecto simbólico de uma sociedade que ainda expõe e revitimiza mulheres em situação de vulnerabilidade.
Ao narrar o caso, ela conectou o episódio à realidade de milhares de brasileiras que vivem sob medo de ex-companheiros e à urgência de interromper esse ciclo.
"Ela sem a parte das costas porque o atrito no asfalto tinha arrancado. Inconscientemente, ela protegeu a parte íntima. Isso me calou fundo. Temos que ensinar nossos filhos a nunca agredir e a mulher a nunca perdoar"
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) December 26, 2025
(Natuza Nery sobre Tainara Souza) https://t.co/LxaozKcLu6
Principais formas de violência contra a mulher
A violência contra a mulher se manifesta de diferentes maneiras no cotidiano, muitas vezes normalizadas ou minimizadas.
Compreender essas formas é fundamental para reconhecer riscos antes que se tornem fatais, como no caso de Tainara.
- Violência psicológica: xingamentos, humilhações, ameaças, controle de rotinas e isolamento.
- Violência física: tapas, empurrões, socos, estrangulamento e agressões com objetos.
- Violência sexual: relações forçadas, coerção e estupro dentro e fora de relacionamentos.
- Violência moral e patrimonial: difamação, retenção de documentos e controle de bens.
A importância da mídia e da denúncia em casos de feminicídio
A cobertura jornalística tem papel central ao detalhar o ocorrido, expor falhas na prevenção e dar visibilidade às vítimas.
Ao mesmo tempo, a divulgação de canais como o Ligue 180 e o 190, bem como a atuação de delegacias especializadas e abrigos, é essencial para que mulheres em risco possam buscar ajuda antes que a violência atinja o ponto extremo vivido por Tainara.
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