Após polêmicas com ‘Smart Samp’, Defensoria de SP quer ‘silêncio’ de servidores nas redes sociais
Comunicado orienta que servidores se abstenham de manifestações sobre questões de natureza institucional nas redes sociais
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, em meio às polêmicas envolvendo a Prefeitura de São Paulo e o uso do sistema de monitoramento “Smart Sampa” para efetuar prisões durante o Carnaval, emitiu uma recomendação interna direcionada aos seus membros e servidores.
O comunicado orienta que se abstenham de fazer manifestações sobre questões de natureza institucional nas redes sociais.
No dia 21 de fevereiro, três defensoras públicas do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos haviam enviado um ofício ao governo municipal solicitando que “não fossem utilizadas tecnologias de reconhecimento facial e outros sistemas biométricos para identificar indivíduos que participam pacificamente de um bloco”.
Elas argumentaram que a implementação desses sistemas estava sendo feita de forma “discriminatória” e violadora dos direitos fundamentais dos cidadãos. Uma reunião entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e a chefe do órgão Luciana Jordão, nomeada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2023, pressionou pela mudança de posicionamento da Instituição.
Reação de Nunes
O prefeito Nunes criticou a postura da Defensoria, afirmando: “É um verdadeiro absurdo você ter a Defensoria Pública, que é uma instituição tão importante, atuar para defender o criminoso e não defender a população contra os criminosos.”
Em seguida, o prefeito inaugurou um “placar de LED” na rua 15 de Novembro, em frente ao edifício que abriga o Smart Sampa, para exibir o número de pessoas presas com a ajuda do programa de câmeras. O dispositivo foi denominado “Prisômetro”.
Segundo a Prefeitura, dois homens procurados por roubo e receptação foram capturados durante o feriado de Carnaval, com o auxílio das câmeras de segurança.
Deputado pede punição
O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) protocolou um pedido de afastamento liminar das três defensoras públicas que tentaram barrar a utilização da tecnologia de reconhecimento facial nos blocos de Carnaval de São Paulo.
O parlamentar também apresentou uma moção de repúdio contra a recomendação do Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos, que se manifestou contra o uso do sistema Smart Sampa. Além disso, ele solicitou que a defensora pública-geral do Estado, Camila de Lima Yared, seja convocada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para prestar esclarecimentos sobre o caso.
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Comentários (1)
Fabio B
03.03.2025 18:10Defensoria Pública de bandidos.