Após condenação de Bolsonaro, Flávio chama julgamento de ‘jogo combinado’
Filho do presidente da República criticou a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal desta quinta-feira
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais criticar a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou Jair Bolsonaro na ação penal da chamada trama golpista.
Para o filho do presidente da República, o julgamento foi um “jogo combinado”. “A turma da farsa acusou o golpe com a aula dada por Luiz Fux, em seu voto ontem. O joguinho combinado dos 4 outros membros da 1ª Turma durante o voto de Carmem Lúcia foi simplesmente constrangedor, com direito a inédito e antirregimental aditamento do voto de Alexandre de Moraes com vídeo que, até onde sei, sequer consta dos autos”, declarou Flávio.
Mas tudo depende do momento: se é oportuno ou não. O mesmo Flávio Bolsonaro, em 2023, bajulava o ex-advogado de Lula e agora ministro, Cristiano Zanin, e aprovava sua indicação ao STF: “E óbvio que eu conheço a posição do senhor, durante a sua advocacia, garantista que é. E eu acho que isso é algo louvável na sua indicação…”.
Votaram pela condenação ao ex-presidente os ministros Alexandre de Moraes – relator do caso -, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado. Houve apenas um voto contrário: do ministro Luiz Fux.
Eles seguiram o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) segundo a qual o ex-presidente foi um líder de uma organização criminosa que tramou para dar um golpe de Estado no Brasil. Pelo entendimento do relator do Caso, a trama golpista começou em junho de 2021, seguiu ao longo de 2022 até culminar no episódio de 8 de janeiro de 2023.
De acordo com o entendimento da maioria dos magistrados, o plano golpista envolveu o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários, lives realizadas pelo ex-presidente, manifestações como as de 7 de setembro de 2021 com ataques ao Supremo Tribunal Federal, reuniões ministeriais, reunião com embaixadores, uso indevido das forças da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para coibir a votação de eleitores alinhados ao então candidato Lula, uma reunião para apresentar uma minuta com medidas de exceção e prisão de autoridades à cúpula das Forças Armadas e culminou com os ataques às redes dos Três Poderes em 8 de janeiro.
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