Apartamento de Eduardo no Rio vai a leilão
Imóvel do ex-parlamentar é avaliado em R$ 1 milhão e será leiloado por falta de pagamento de dívidas
A Caixa Econômica Federal levou à leilão um apartamento de 101 metros quadrados do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, após o não pagamento de dívidas.
Em 20 de agosto, haverá o primeiro leilão do imóvel. A Caixa avalia o apartamento em pouco mais de R$ 1 milhão. O lance inicial foi definido em cerca de R$ 644,3 mil.
O edital diz que o imóvel tem penhora, gravame e indisponibilidade registrados na matrícula. A regularização ficará sob responsabilidade do comprador.
Segundo a CNN Brasil, Eduardo comprou o apartamento há 10 anos. Na ocasião, foi divulgado que ele havia pago R$ 100 mil em dinheiro vivo e financiado outros R$ 800 mil com a Caixa.
A Procuradoria-Geral da República chegou a investigar a movimentação financeira.
No ano passado, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o o imóvel foi alvo de bloqueio no âmbito da investigação sobre a suposta atuação do então deputado para pressionar os Estados Unidos a aplicar sanções contra o Brasil.
Condenação
Em junho, Eduardo foi condenado por coação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A acusação contra o ex-parlamentar girou em torno da articulação de pressões externas sobre o Judiciário brasileiro. O relator do caso, Alexandre de moraes, afirmou durante o julgamento que “não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país”.
Para a maioria dos ministros, o crime de coação — que exige a comprovação de grave ameaça — se materializou na obtenção de sanções do governo Donald Trump contra o Brasil, como tarifas comerciais, suspensão de vistos a autoridades brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky ao próprio Moraes.
O relator foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
A condenação compromete a estratégia eleitoral de Eduardo, que pretendia figurar como primeiro suplente do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado. Ainda cabe recurso contra a decisão.
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
07.08.2026 17:03Desde que ele não tem mais acesso às rachadinhas, os milhões pararam de entrar. Gente fina é outra coisa. Quando se perde uma coisa que não desembolsou para comprar, não dói muito.