Aos 92 anos, Vó da Havan tem carteira assinada e quebra recorde nacional
Após relatar em vídeo o desejo de voltar ao mercado, a idosa foi convidada a integrar a equipe da empresa
O reconhecimento de uma trabalhadora de 92 anos como a pessoa mais velha do Brasil com carteira assinada reacendeu o debate sobre envelhecimento ativo e inclusão da população sênior no mercado de trabalho.
O caso, registrado pelo RankBrasil em 2026, envolve a funcionária conhecida como “Vó da Havan”, que atua em uma unidade da rede varejista em Blumenau (SC).
O que aconteceu no caso da trabalhadora de 92 anos?
Após relatar em vídeo o desejo de voltar ao mercado, a idosa foi convidada a integrar a equipe da empresa. O material viralizou nas redes sociais, chegou ao proprietário da rede e resultou na contratação formal no início de 2026.
Desde então, a “Vó da Havan” marca ponto algumas vezes por semana, lida diretamente com o público e tornou-se figura conhecida entre clientes e internautas. Sua rotina é adaptada para respeitar limites físicos e manter sua segurança.
Por que o trabalho na terceira idade é importante?
O caso ilustra a tendência de envelhecimento ativo, em que pessoas com mais de 60 anos mantêm rotina produtiva por mais tempo. Para muitos idosos, trabalhar significa renda, mas também propósito, socialização e preservação da autonomia.
Especialistas apontam que a permanência em atividade reduz isolamento social e pode melhorar saúde física e emocional. No relato da família, antes da contratação, Maria sentia falta de propósito; após voltar a trabalhar, mostrou mais disposição e engajamento diário.
Quem é a Vó da Havan e como recebeu o título?
A funcionária reconhecida como a mais idosa do Brasil é Maria Woestehoff, moradora de Blumenau (SC), que atua na loja da Rua XV de Novembro. O título do RankBrasil considera a idade no momento da contratação formal, em janeiro de 2026, após período sem vínculo empregatício.
Sua trajetória inclui trabalhos como merendeira, faxineira em escolas e funcionária doméstica por cerca de 30 anos. Viúva desde os 59 anos e mãe de 15 filhos, ela nunca abandonou totalmente o trabalho e hoje soma mais de 80 mil seguidores nas redes sociais.
O que a história revela sobre o mercado de trabalho brasileiro?
A presença de uma profissional de 92 anos em loja de varejo mostra que empresas precisam adaptar funções, jornada e ambiente. Essas medidas permitem que idosos atuem com segurança, aproveitando sua experiência e capacidade de relacionamento.
Organizações que contratam ou mantêm profissionais idosos costumam observar alguns pontos essenciais, que podem servir de referência para políticas de recursos humanos:
Melhorias em ergonomia, iluminação e apoios físicos para reduzir o esforço repetitivo e a fadiga.
Jornadas reduzidas ou dias alternados que respeitam o ritmo biológico e necessidades de saúde.
Ajuste de funções para focar em competências de mentoria e supervisão, mitigando riscos físicos.
Educação contínua em novas tecnologias e ferramentas para manter a autonomia operacional.
Que lições esse caso traz para famílias e empresas?
Para famílias, a história mostra que aposentadoria não precisa significar afastamento completo de atividades produtivas. É possível dialogar sobre emprego formal, trabalho voluntário ou pequenos negócios, sempre respeitando saúde, interesse e limites da pessoa idosa.
Para empresas, o caso evidencia o potencial da população sênior e a importância de ambientes inclusivos. Em um país que envelhece rapidamente, combinar desejo individual, apoio familiar e abertura empresarial pode criar novas formas de participação dos idosos na economia.
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