Ao lado de Lula, Janja volta a pedir banimento do Discord no Brasil
Primeira-dama diz que plataforma é “cúmplice” de práticas criminosas
A primeira-dama Janja da Silva (foto) voltou a defender neste sábado, 8, o banimento do Discord no Brasil.
Durante evento do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), ao lado de Lula, ela afirmou que a plataforma não protege crianças e adolescentes e pediu ao marido (PT) mecanismos para retirar o Discord do país.
“Eu vou novamente aqui reiterar a minha luta para que essa plataforma seja banida do Brasil. Só assim a gente pode garantir a segurança de nossas crianças e das mulheres”, disse Janja.
A primeira-dama voltou a citar o caso de uma adolescente de 13 anos que morreu em 22 de julho, em Naviraí (MS).
Segundo as investigações, ela teria sido coagida por integrantes de um grupo criminoso a tirar a própria vida durante uma transmissão ao vivo no Discord.
Janja afirmou que a plataforma seria “cúmplice” das práticas criminosas realizadas em seus ambientes.
“O que acontece no submundo dessa plataforma é um absurdo. Eu não vou aqui discorrer, porque eu acho que o caso da menina de 13 anos que chegou ao suicídio por conta dessa plataforma, não é o grupo que é responsável, o grupo tem que ser criminalizado, que promove isso, mas a plataforma é cúmplice disso”, disse.
Ela acrescentou: “É por isso, presidente, que a gente precisa muito banir essa plataforma do Brasil”.
Leia também:
Discord, Janja e o velho impulso do PT de tratar o cidadão como incapaz
ECA Digital
A primeira-dama também relacionou o caso ao ECA Digital, sancionado por Lula.
Segundo ela, a legislação permite responsabilizar as plataformas por condutas ocorridas em seus ambientes.
“Hoje as plataformas têm que ser responsabilizadas. E essa plataforma especificamente não respeitou o ECA Digital, não respeita nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Leia mais: As exigências da AGU ao Discord
Pressão sobre o Discord
A Advocacia-Geral da União (AGU) também cobrou da plataforma providências para cumprir as medidas de proteção previstas na legislação brasileira.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que pretende apresentar uma ação civil pública contra o Discord e pedir a retirada da plataforma do país por não ter “compromisso com a legislação brasileira”.
Em resposta às cobranças, o Discord afirmou que apresentará um plano para ampliar a proteção de usuários menores de 18 anos. A empresa deverá adotar medidas relacionadas à verificação de idade, à prevenção de riscos e à identificação de situações de vulnerabilidade.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)