Anistia é a pauta principal da oposição na Câmara, diz Zucco
Oposicionistas seguirão pressionando o presidente da Casa a pautar o projeto que concede perdão a condenados pelos atos do 8/1
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), disse nesta terça-feira, 2, que a anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 é a “pauta principal“ dos oposicionistas na Casa, neste momento.
“Hoje a nossa pauta principal é conversar agora, confirmar o apoiamento que já temos dos líderes das maiores bancadas, e também, às 14h, na reunião de líderes, vamos conversar com o presidente Hugo Motta, pois a anistia precisa ser pautada esta semana”, pontuou Zucco ainda.
“Entendemos que já está construído com os demais partidos, que temos votos de plenário e não há motivo para a gente não pautar, até para mostrar que a sociedade brasileira está querendo virar a página, virar a página é aprovar a anistia”.
As declarações foram feitas em entrevista a jornalistas. A oposição na Câmara realizou uma reunião nesta terça para estabelecer as prioridades do grupo.
Questionado sobre o que o faz acreditar que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), vai atender o pedido da oposição e pautar a anistia, Zucco pontuou: “Um homem tem palavra. A gente acredita que chegou a hora de ele cumprir a palavra“.
Sobre o julgamento da ação penal em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu por tentativa de golpe de Estado, iniciado nesta terça na Primeira Turma do STF, Zucco disse que ir vê-lo presencialmente “é só assistir a um teatro”.
Segundo ele ainda, porém, a oposição tem intenção de comparecer para acompanhar a fala do advogado de Bolsonaro na quarta-feira, 3, ou os votos dos ministros.
Nesta terça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a sua denúncia contra Bolsonaro e os outros sete réus na ação.
Na sua peça, Gonet elencou diversas ações feitas por diferentes pessoas, em momentos diversos, como as críticas às urnas eletrônicas, as reuniões de Jair Bolsonaro com os chefes da Forças Armadas, em 2022, um plano de assassinato de autoridades, bloqueio de estradas no dia da eleição e as manifestações de 8 de janeiro de 2023 nas sedes dos Três Poderes.
Mas dois dos crimes citados e previstos no Código Penal, o 359-L e o 359-M, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado, respectivamente, em suas tipificações, falam em tentativa “por meio da violência ou grave ameaça“, o que só aconteceu no 8 de janeiro.
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