Amiga de Lulinha esteve duas vezes no Planalto em 2024
Roberta Luchsinger foi alvo da nova fase da operação Sem Desconto, que investiga descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS
Alvo da nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira, a empresária e lobista Roberta Luchsinger (foto), amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos do presidente Lula (PT), esteve ao menos duas vezes no Palácio do Planalto em abril de 2024. Ela foi alvo de busca e apreensão no âmbito da investigação sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
As investigações apontam que Roberta recebeu cinco pagamentos de R$ 300 mil, totalizando R$ 1,5 milhão, por ordem do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como principal articulador das fraudes.
Para a Polícia Federal, a empresária atua como elo entre Antunes e Lulinha. O filho do presidente não é investigado.
Registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação indicam que Roberta esteve no Palácio do Planalto em 17 de abril, às 17h30, e 18 de abril de 2024, às 12h30.
No mesmo ano, Fábio Luís registrou entradas em 17 e 31 de janeiro e em 7 de março. A Presidência informou que não é possível identificar com quem eles se reuniram, pois não há registro do visitante pretendido ou do motivo da visita.
Esquema
Mensagens apreendidas pela PF mostram que o Careca do INSS pediu a um operador financeiro que realizasse o pagamento de uma das parcelas à empresa RL Consultoria e Intermediações, em nome de Roberta Luchsinger. Ao ser questionado sobre o destinatário final dos recursos, o empresário respondeu que se tratava de “o filho do rapaz”. A investigação tenta esclarecer a quem a expressão se referia.
Segundo a Polícia Federal, a Brasília Consultoria Empresarial Ltda., responsável pelos repasses à empresa de Roberta, é uma “empresa de fachada do grupo de Antônio Camilo Antunes”.
Os investigadores afirmam que os valores transferidos tinham como justificativa a prestação de serviços que não teriam sido realizados.
Para a PF, a atuação de Roberta é considerada “essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos da lavagem de capitais”.
O relatório aponta que ela integraria o núcleo político da organização criminosa investigada.
Leia também: Relator de CPMI do INSS pede a convocação do filho do Lula
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Comentários (3)
Maglu Oliveira
20.12.2025 20:41Sergio Moro deve estar rindo a bandeiras despregadas. Foi ela que o denunciou e ele não pode candidatar-se por SP. Ele já ganhou um processo contra ele.
Maglu Oliveira
20.12.2025 20:36A "amiga de Lulinha", é ex-companheira do ex-delegado da PF Protógenes Queiroz, ex-ficante de Zeca Dirceu, ex-namorada do ex-prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (ela gosta de homens públicos), com uma capivara enorme no jusbrasil pelos calotes dados em lojas e butiques de luxo de SP. A mídia escreve "a empresária", empresária de quê, uma lava-jato? Só se for. Que firma ela tem além de lavar dinheiro que o Lulinha entrega a ela? Pelo menos o verdadeiro avô, Pedro Paulo Luchsinger e não o banqueiro suiço de quem ela se diz neta, Peter Paul Luchsinger. O avô dela, um homem de classe média que administrou uma lavanderia industrial em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.Ela chegou a dar aula de culinária para sobreviver, culinária mineira? Pois ela é de lá. A mulher é uma impostora. O pai, longe de fortunas ocultas em contas europeias, foi sepultado em uma urna simples fornecida pela prefeitura, destinada a indigentes em Miraí/MG. https://jornalggn.com.br/economia/o-caso-da-herdeira-do-banqueiro-e-as-disputas-em-torno-de-uma-heranca-milionaria/
Clayton De Souza pontes
20.12.2025 10:20De laranjas o PT entende muito