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Amazônia deve enfrentar seca severa em 2024

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 01.07.2024 14:17 comentários
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Amazônia deve enfrentar seca severa em 2024

Segundo especialistas, navegabilidade dos rios da Amazônia e abastecimento de energia estão entre as maiores preocupações

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Amazônia deve enfrentar seca severa em 2024
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As autoridades estão em alerta devido à previsão de uma seca severa na Amazônia em 2024. Chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal são as principais causas dessa preocupação. O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) alertou os órgãos de defesa civil sobre a necessidade de medidas preventivas e assistência às populações afetadas.

Flavio Altieri, analista do Censipam, explicou que os estudos indicam uma seca semelhante à do ano passado. “Os efeitos do fenômeno El Niño ainda estão presentes, influenciando a região e mantendo o Atlântico Norte e Sul aquecidos, o que resulta em pouca chuva na Amazônia.”

Nos últimos 12 meses até abril deste ano, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) registrou um déficit de 27% nas chuvas. Alan Vaz Lopes, superintendente de Operações de Eventos Críticos, destacou a sensibilidade dos níveis de água e vazão dos rios da Amazônia à falta de chuvas. “Um pequeno déficit de chuva pode causar uma grande redução nos níveis de água e escoamento dos rios,” disse Lopes e completou “rios enormes podem ter uma redução muito rápida nos níveis de água.

Navegabilidade dos rios na Amazônia

Os especialistas alertam que a navegabilidade dos rios será um dos primeiros e mais graves impactos da seca. Populações isoladas serão diretamente afetadas, enfrentando dificuldades na locomoção e na aquisição de materiais de consumo. Altieri explicou que “principalmente as populações mais isoladas enfrentam dificuldades de locomoção para aquisição de material de consumo quando os rios não são navegáveis.

A economia regional também poderá sofrer impactos significativos. Nos rios Solimões, Amazonas, Madeira e Tapajós, que juntos somam 4.695 quilômetros de hidrovias, foram transportadas 78,2 milhões de toneladas de cargas no ano passado, representando 55% do transporte hidroviário do país. Altieri alertou que “nas hidrovias do Rio Madeira, quando o nível de água fica abaixo de 4 metros, a navegação noturna é interrompida, podendo chegar à interrupção completa à medida que o nível baixa. A mesma situação se aplica à Bacia do Tapajós.

Abastecimento de energia

O abastecimento de energia do país é outra preocupação, já que a região abriga 17 usinas hidrelétricas responsáveis por 23,6% do consumo no Sistema Interligado Nacional. Embora outras fontes de geração possam compensar uma interrupção, sempre há um impacto no sistema.

A seca sazonal na Amazônia varia conforme a região e atinge seu ápice entre setembro e novembro. Altieri afirmou que, apesar de os níveis de água estarem mais baixos do que no ano passado, eles ainda são satisfatórios para a geração de energia nas hidrelétricas da Bacia Araguaia-Tocantins.

No entanto, é essencial planejar o abastecimento de alimentos e água potável, já que a região tem 164 pontos de captação de águas superficiais que podem ser afetados pela seca. “Como o rio é a via de acesso para a maioria das comunidades mais isoladas, é importante planejar a logística de mantimentos para minimizar os impactos nas populações,” concluiu Altieri.

Com informações da Agência Brasil

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Comentários (1)

Marcelo Augusto Monteiro Ferraz

2024-07-01 18:18:02

E as bacias do Juruá, Purus, Nhamundá, Javari e outros, também importantíssimas?


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